Após o sucesso do álbum Coral, o cantor, compositor e pianista Zé Manoel apresenta agora o clipe da faixa-título, uma obra audiovisual que traduz em imagem a essência poética, espiritual e sensorial do disco. Dirigido por Tiago Di Mauro, com apuro estético e olhar cinematográfico, o vídeo revela o artista em estado de vulnerabilidade e reconexão: entregue à natureza e à própria arte.
Mais do que uma representação literal, o corpo surge como símbolo de retorno à origem, um gesto de despojamento e verdade. O registro audiovisual reflete o desejo de se despir de camadas sociais, estéticas e simbólicas — revelando o corpo como território sagrado, casa da voz e da memória ancestral.
“O corpo é o meu primeiro instrumento. Antes de qualquer canto, há o silêncio e o som da pele. O clipe de Coral é um ato de reconciliação com a própria natureza. É um renascimento, uma oferenda às águas e às minhas origens”, afirma Zé Manoel.
Filmado em Pernambuco, o clipe equilibra a força do corpo e a leveza da água, evocando imagens de nascimento e transcendência. As cores do vídeo – entre o azul profundo e o vermelho e os reflexos dourados – dialogam com o imaginário das águas e dos corais, símbolos recorrentes na obra de Zé Manoel, onde o Atlântico é território de memória, travessia e cura.
