Com a aproximação do Mundial de 2026, a Digital Favela anuncia o lançamento de um ecossistema de mídia voltado às periferias brasileiras. A proposta combina inteligência de dados, mídia nativa e experiências presenciais para acompanhar a jornada de consumo de 174 milhões de brasileiros que vivem nesses territórios.
O projeto é fundamentado em dados do Data Favela, segundo os quais 71% dos moradores de comunidades afirmam confiar mais em mídias locais do que em canais tradicionais. Durante o período da competição, categorias como snacks, bebidas e eletrodomésticos tendem a registrar aumento de consumo. De acordo com a Data Makers, 72% dos consumidores afirmam que o evento impulsiona as compras.
Segundo Clarissa Crisóstomo, COO da Digital Favela, a proposta é conectar marcas ao território de forma contextualizada. “Nosso objetivo é permitir que as marcas vivam o Mundial junto às periferias, com legitimidade e impacto real”, afirma.

A estratégia é composta por frentes de atuação que combinam presença física e digital. “Criamos um ecossistema que acompanha o torcedor da viela ao feed, integrando dados, mídia e experiência”, diz Clarissa.
Entre as iniciativas está o Favela Mob, com unidades móveis equipadas com telões de LED para exibição das partidas em áreas de grande circulação, com foco em trabalhadores que não podem interromper a rotina durante os jogos.
Outra frente é o Favela Fest, festival realizado em campos de várzea, com programação cultural e transmissões gratuitas voltadas às famílias das comunidades.
O ecossistema também inclui squads de criadores periféricos, descritos como “comentaristas da quebrada”, responsáveis por produzir conteúdo digital com linguagem alinhada ao público local. “A presença de criadores que já fazem parte do território fortalece a identificação e reduz as barreiras da publicidade tradicional”, afirma a executiva.
A estratégia prevê ainda ações como grafites temáticos e apoio às tradicionais ruas decoradas durante o torneio.
“O Mundial é um momento de mobilização cultural nas periferias. Queremos que as marcas participem desse movimento de forma estruturada e com geração de legado para os territórios”, diz Clarissa.
