O jornalista estadunidense Don Lemon, uma das figuras mais conhecidas do jornalismo daquele país, foi preso na sexta-feira por agentes federais em Los Angeles, onde cobria um protesto contra o ICE, a milícia fascista de Donald Trump, que interrompeu um culto religioso na Igreja das Cidades, em Saint Paul, Minnesota, na semana passada. Três outras pessoas também foram detidas.
O jornalista, que foi despedido da CNN em 2023, afirmou não ter qualquer afiliação com a organização que entrou na igreja, alegando que estava lá como jornalista. Lemon, que foi demitido da CNN em 2023 e agora mantém um programa independente no YouTube, insistiu durante a transmissão ao vivo do protesto: “Não estou aqui como ativista. Estou aqui como jornalista”.
A procuradora-geral Pam Bondi, nomeada pelo ex-presidente Donald Trump, confirmou as prisões em suas redes sociais: “Sob minha direção, agentes federais prenderam Don Lemon, Trahern Jeen Crews, Georgia Fort e Jamael Lydell Lundy, em ligação com o ataque coordenado à igreja”. O local é pastoreado por um funcionário do Serviço de Imigração e Alfândegas dos EUA (ICE).

A prisão ocorre após um juiz federal em Minnesota ter se recusado, na semana passada, a assinar uma queixa criminal do Departamento de Justiça contra Lemon. Seu advogado, Abbe Lowell, emitiu um comunicado afirmando que a detenção é uma violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de imprensa.
“Don é jornalista há 30 anos e seu trabalho constitucionalmente protegido em Minneapolis não foi diferente do que ele sempre fez. A Primeira Emenda existe para proteger jornalistas cujo papel é lançar luz sobre a verdade”, declarou Lowell.
A administração do presidente Donald Trump tem usado agências federais para perseguições políticas de cunho notoriamente fascista.
Trump nunca negou que suas ações são carregadas de perigosa intimidação à mídia. Até quando?
