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Sean “Diddy” Combs foi condenado em duas e inocentado em três das acusações que respondia em julgamento

Sean "Diddy" Combs foi condenado em duas e inocentado em três das acusações que respondia em julgamento

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Sean “Diddy” Combs, magnata da música, de 55 anos, foi absolvido em três das cinco acusações, mas condenado em duas delas. Ele era acusado de liderar uma organização criminosa que, segundo a promotoria, atuava há uma década, usando sua influência e poder financeiro para controlar e coagir pessoas por meio de violência e ameaças. As alegações incluíam a realização de maratonas sexuais sob efeito de drogas e a exploração de mulheres. O rapper, que se declarou inocente, sorriu ao ouvir o resultado.

As acusações e os vereditos:
  1. Conspiração para extorsão: INOCENTE
  2. Tráfico sexual de Cassandra Ventura: INOCENTE
  3. Transporte para prostituição (relacionado a Cassandra Ventura): CULPADO
  4. Tráfico sexual de “Jane”: INOCENTE
  5. Transporte para prostituição (relacionado a “Jane”): CULPADO

Inicialmente, os jurados haviam chegado a um veredito parcial, sem consenso sobre a acusação mais grave: associação criminosa (racketeering), historicamente aplicada a figuras do crime organizado. Após novas deliberações, decidiram pela absolvição.

O desenrolar do julgamento

Ao entrar no tribunal, Combs olhou para sua família, sorriu levemente e sentou-se com a cabeça baixa. O júri, composto por oito homens e quatro mulheres, não havia revelado inicialmente seu posicionamento sobre quatro das cinco acusações. Em comunicado ao juiz Arun Subramanian, informaram: “Chegamos a um veredito sobre as acusações 2, 3, 4 e 5. Não conseguimos um acordo sobre a acusação 1 devido a divergências.”

A acusação de associação criminosa alegava que Diddy comandava uma rede que incluía tráfico sexual, suborno e manipulação de testemunhas. No entanto, a defesa argumentou que nenhum dos supostos cúmplices testemunhou contra ele. Para condená-lo, o júri precisaria comprovar pelo menos dois dos oito crimes listados na acusação.

Repercussão e estratégia da defesa

A reputação de Diddy foi abalada em 2023, quando sua ex-companheira Cassie Ventura o acusou de agressão sexual em uma ação judicial posteriormente resolvida extrajudicialmente. O caso, porém, abriu caminho para outras denúncias.

A defesa sustentou que as mulheres envolvidas eram adultas e agiram por vontade própria, destacando que os relacionamentos, embora conturbados, não configuravam crimes. O advogado de Combs ressaltou que ele era “um empresário negro bem-sucedido e autodidata”, cujas relações íntimas, ainda que não convencionais, eram consensuais.

Já a promotoria afirmou que Diddy agia como se fosse “intocável”: “O réu nunca imaginou que suas vítimas teriam coragem de denunciá-lo. Mas isso termina aqui. Ele não é um Deus.”

A defesa, que não apresentou testemunhas, manteve a estratégia de questionar a credibilidade das acusadoras, alegando motivações financeiras.

O caso, que durou quase dois meses, contou com o depoimento de 34 testemunhas e a análise de milhares de registros financeiros e comunicacões. O júri baseou-se nesse material para decidir o destino de uma das figuras mais poderosas do hip-hop.

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Última atualização em: 3 de julho de 2025 às 10:41

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