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 Evaldo Macarrão retorna às novelas como o descolado Bará em “Coração Acelerado”

retorna às novela

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De volta às novelas em “Coração Acelerado“, trama das 19h da TV Globo, Evaldo Macarrão dá vida a Agildo Bará, um agitador cultural, confidente do patrão Ronei Soares (Thomás Aquino), e com tiradas divertidas, ele também é o responsável pela agenda de shows dos artistas da empresa. “Bará é um pouco solitário e por isso vive se encantando pelas meninas na busca do seu ‘coração acelerado’, de uma paixão, um grande amor”, adianta.

Escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento e com direção artística de Carlos Araujo, o trabalho marca a estreia do ator no horário das sete depois das participações em “No Rancho Fundo” e “Renascer”, com o inesquecível Jupará. Agora, para o trabalho de composição do personagem Agildo Bará, Macarrão recorreu às lembranças da infância. “Bará ainda está sendo construído… Mas, por ser um homem preto, resgatei rapidamente uma memória de infância na música sertaneja da dupla João Paulo e Daniel. Quando olhava para os dois e via especialmente João Paulo, identificava na cor dele a semelhança direta comigo, e me animava ainda mais a escutar suas músicas, um universo que era um pouco distante do meu cotidiano pelo fato de papai (o percussionista Edvaldo do Repique) me colocar para ouvir mais samba em nossa casa”, recorda.

Aos 34 anos e com 18 anos de carreira, o ator acumula 12 peças de teatro, 4 longas, 6 séries e 3 novelas no currículo. Evaldo iniciou sua trajetória nas artes cênicas logo cedo, aos 14 anos, em Salvador, quando participou de aulas de teatro em seu bairro de origem, Cosme de Farias, com o grupo comunitário Nova Geração. Em seguida conheceu o CRIA (Centro de Referência Integral de Adolescentes) , no Pelourinho, Centro Histórico da capital baiana, organização social que tem como missão, desde 1994, o despertar de sensibilidades por meio da arte educação, voltado para crianças e adolescentes das diversas comunidades de Salvador.

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O apelido, que virou sobrenome artístico, surgiu ainda na adolescência. O próprio ator relembra a situação que o fez incorporar Macarrão na vida. “Macarrão surge no CRIA, escola que eu me descobri ator, no Pelourinho. Eu tinha 14 anos. Na época, a aula começava às 7h40 e eu sempre chegava com muita preguiça pra fazer a preparação corporal. Na aula, o preparador de voz me chamou atenção, disse que eu ficava na roda, todo mole, parecendo um macarrão, e o grupo riu sem parar. Depois, em uma batalha de rima, outro preparador começou a me incentivar: ‘Uh, terror, Macarrão é matador’. E eu fui gostando… mas ainda resisti um tempo até que muitos anos depois em um jantar com Renata Sorrah ela me orienta dizendo que: ‘era eu quem iria apresentar o Macarrão e colocar ele onde eu quisesse’. Achei isso forte e simbólico e passei a assinar Evaldo Macarrão”.

Através do trabalho do CRIA foi que Evaldo Macarrão teve sua estreia no teatro profissional, no ano de 2007, com a remontagem do espetáculo “Silêncios Sentidos” e, logo depois, participou da montagem da peça “Quem Me Ensinou a Nadar?”, com o teatro de improvisação coletiva, sob a orientação e direção artística de Carla Lopes e supervisão de Maria Eugênia Milet (2007-2012). Ainda no CRIA, Macarrão teve a oportunidade de identificação para o cinema, sendo um dos atores selecionados para atuar na adaptação cinematográfica do clássico livro de Jorge Amado, “Capitães de Areia”, dirigido por Cecília Amado (2011). Para viver o personagem Pirulito o ator teve a orientação do preparador de elenco e instrutor de dramaturgia, Christian Duurvoort.

Seguir a carreira de ator surgiu a partir da vontade de instigar mudanças e reflexões a cada trabalho executado. “Com o teatro pude ter mais consciência política e racial e assim me defender melhor do racismo e trilhar caminhos de sonhos possíveis. Através da minha arte posso sonhar e realizar sonhos. Isso me mantém!”, explica.

Além de trabalhos no teatro, cinema e televisão, Macarrão também é educador multidisciplinar, graduado no curso de Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), atuando também no CRIA e em escolas públicas. Atualmente dirige o Grupo de Teatro Alto Falante, com formação de adolescentes e jovens artistas-multiplicadores culturais.

Após a experiência no cinema, surgiram outras oportunidades no teatro, em outros grupos e espetáculos, tais como: “Usina Conta Zumbi” (2010-2011), com o Grupo Usina de Teatro; “Olorum” (2012), do grupo Narrativas Teatrais e Audiovisuais – NITA; “A Paixão de Cristo”, dirigido por Paulo Dourado (2011-2013); do Bando de Teatro Olodum, atuação no espetáculo “Ó paí ó” (2015); o espetáculo “Barrela”, da obra de Plínio Marcos (2017-2018); e os espetáculos “Compadre de Ogum” e o musical de rua “A Cidade da Bahia é Nossa” dirigido por Edvard Passos (2017- 2018). Outros trabalhos continuaram em produções audiovisuais, como a participação no filme curta metragem “Olho de Boi” (2009), dirigido por Diego Lisboa, e em 2012 no curta-metragem “A Morte de Quincas Berro D’Água”, de Jéfter Duarte.

Em 2013, o ator é convidado pela Rede Globo para viver a versão mais jovem do personagem Pajé, interpretado em sua versão original pelo ator Luís Miranda no programa “A Grande Família”. Em 2016 faz uma participação na novela “Velho Chico”. Em 2017, Macarrão participa do filme longa metragem “Tungstênio”, dirigido por Heitor Dhalia com preparação de ator de Francisco Accioly. Em 2018 é convidado para participar de um workshop voltado para o humor pela emissora Rede Globo e, em seguida, passa a integrar o elenco fixo do programa “Zorra”, em 2019 e 2020.

Em 2021, Macarrão estreou no novo programa do Multishow, o “Central de Bicos”, interpretando o personagem soteropolitano Escovinha. Em 2022, Séries Netflix: “A Sogra que te pariu”, “Aloisio”, e “O Cangaceiro do Futuro”, “Frei Menino”, no Multishow – “Central de Bicos, 2ª temporada”, com o personagem “Escovinha”; Esquetes para Porta dos Fundos “Lei da Atração”, “Julgamento Final”; em 2023 pelo Multishow “Bar do Gogó” e “Humor Negro”, em 2023, e no ano seguinte integrou o elenco do filme “Os Farofeiros 2” disponível no Globloplay.

Já o ano de 2024 marcou a estreia no drama com o remake de “Renascer”. Na trama escrita por Bruno Luperi e dirigida por Gustavo Fernández, o ator arrebatou público e crítica com sua performance de Jupará, grande amigo e parceiro de José Inocêncio (Humberto Carrão) e de Deocleciano (Adanilo) na primeira fase da novela. Após a participação marcante na novela foi convidado a fazer parte do elenco fixo de “No Rancho Fundo” como Tôim Feitosa, proprietário de um bar na cidade. No streaming, Macarrão pôde ser visto em “Pablo e Luisão”, série criada por Paulo Vieira, com direção de João Gomez, que estreou em 2025, no Globoplay.

Para o futuro, Evaldo aguarda a estreia do longa “A Escuta” com o roteiro e direção de Ariel Cascadura, seu primeiro protagonista no cinema. Ele também integra o elenco da 23ª temporada de “D.P.A. —Detetives do Prédio Azul”, prevista para 2027, no Gloob, e pretende levar para os palcos um projeto antigo: um musical teatral sobre sua própria história e de seu pai, o percussionista Edvaldo do Repique, como era conhecido no samba baiano. “Quero dar continuidade a uma carreira bonita, consolidada, seja no teatro, na televisão (em novelas) ou no cinema e também sonho em ter mais dignidade de vida para não andar me preocupando tanto com o meu corpo preto, que se movimenta em uma sociedade ainda tão desigual”, reflete.

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Última atualização em: 23 de janeiro de 2026 às 16:39

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