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Relembrando Marina Miranda, pioneira humorista negra da TV brasileira e inesquecível Dona Charanga

Relembrando Marina Miranda, pioneira humorista negra da TV brasileira e inesquecível Dona Charanga

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Ela saiu do palco da vida em 2021, aos 90 anos, a atriz e humorista Marina Miranda, figura pioneira e essencial para a história da televisão brasileira. Com uma carreira que se estendeu por mais de seis décadas, ela deixou um legado de resistência e talento, rompendo barreiras raciais em uma indústria que historicamente marginalizou mulheres negras.

Sua personagem mais icônica foi a explosiva e hilária Dona Charanga, na consagrada Escolinha do Professor Raimundo, onde seu bordão “Foi sem querer querendo!” ecoou nos lares brasileiros. No entanto, sua atuação não se limitou ao humor. Marina Miranda demonstrou sua versatilidade em diversas frentes, atuando ao lado dos Trapalhões em vários filmes e participando de inúmeras novelas de sucesso da TV Globo, como Dancin’ Days, A Gata Comeu e Vereda Tropical.

Um marco em sua carreira dramática foi a participação na aclamada minissérie Tenda dos Milagres (1985), adaptação da obra de Jorge Amado. Nos anos 1990, integrou o elenco da novela O Dono do Mundo, consolidando sua imagem para diversas gerações de telespectadores.

O marco do rádio e da TV: “Crioulo e Crioula Difícil”

Sua trajetória de sucesso nacional, porém, teve um ponto de ignição no rádio. O programa humorístico Balança, mas Não Cai, originário da Rádio Nacional, foi transposto para a TV Globo em 1988. Nele, Marina Miranda alcançou enorme popularidade ao lado do ator Tião Macalé no quadro “Crioulo e Crioula Difícil”, onde interpretava a famosa “Crioula Difícil”. Foi neste espaço que ela se firmou como a primeira humorista negra a ganhar destaque na televisão brasileira, nas décadas de 1970 e 1980.

Relembrando Marina Miranda, pioneira humorista negra da TV brasileira e inesquecível Dona Charanga
Marina Miranda como Dona Charanga

Sua arte tinha raízes na música. Antes da fama na TV, Marina era cantora de marchinhas de carnaval, trajetória que serviu de base para seu ritmo cômico único e sua presença de palco vibrante.

A vida e a obra de Marina Miranda foram registradas no livro “Marina Miranda: além da ‘Crioula Difícil'”, de Clóvis Corrêa. No prefácio, o historiador Ricardo Cravo Albin sintetiza a importância da artista: “Marina Miranda fez história. E deixa belíssimo retrato de resistência e de orgulho do negro no Brasil, rompendo preconceitos monstruosos que ainda existem neste país”.

Embora o sistema televisivo de sua época raramente oferecesse papéis de protagonista a mulheres negras, Marina Miranda transformou cada oportunidade, por menor que fosse, em um momento marcante.

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Última atualização em: 30 de janeiro de 2026 às 18:19

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