Em mais uma bola fora de uma escola de samba, Virginia Fonseca foi oficialmente coroada rainha de bateria da Grande Rio no último sábado, 20, em cerimônia que contou com a presença de Paolla Oliveira, responsável por passar a faixa à nova rainha. O evento, no entanto, teve um elemento que mostra o tipo de pobreza que chega na escola: um quiosque instalado na quadra da escola, em Duque de Caxias, comercializando produtos da marca pessoal de Virginia.
A iniciativa não passou despercebida e gerou críticas imediatas de parte do público e da comunidade do samba, que viram na ação uma comercialização excessiva do espaço tradicional da escola.
Nas redes sociais, as reações foram intensas. Um usuário afirmou: “Escola de samba não é empresa. É lugar de memória, ancestralidade e, acima de tudo, cultura. Isso deveria ser passado para punição por fugir totalmente do que uma escola de samba se propõe a ser”. Outro questionou: “Agora tu vê: a mulher é milionária e monta uma lojinha dentro da quadra da escola. E as passistas, será que podem também arrecadar dinheiro para ajudar nos custos? Duvido”.
Um terceiro comentário ressaltou: “Ela é empresária. Está ali para lucrar com o destaque de rainha de bateria. Errada está a escola”.
A polêmica ganhou ainda mais visibilidade quando David Brazil, publicou um vídeo mostrando uma cliente realizando uma compra no quiosque. Na publicação, ele comemorou: “Lá vai uma cliente feliz. A lojinha está bombando”.
