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Zeca Pagodinho transforma Xerém com primeira horta urbana comunitária de Duque de Caxias

Sambista doa terreno de 8 mil m² para projeto que já plantou 11 mil mudas e promete gerar 40 toneladas de alimentos por ano
Zeca Pagodinho transforma Xerém com primeira horta urbana comunitária de Duque de Caxias

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O mesmo samba que há décadas anima as rodas do Rio de Janeiro agora ecoa em fileiras de alface, canteiros de abóbora e pés de tangerina. Zeca Pagodinho acaba de transformar um terreno de oito mil metros quadrados em Xerém na primeira horta urbana comunitária do distrito de Duque de Caxias, unindo sustentabilidade, geração de renda e combate à fome em uma iniciativa que já nasce como modelo.

O projeto é a mais recente frente de atuação do Instituto Zeca Pagodinho, que desde 1999 oferece atividades gratuitas na região. “Quando estou aqui, não tem gente passando fome”, diz o sambista, cujo sítio em Xerém — conhecido pelas panelas sempre cheias — inspirou a expansão dessa filosofia para toda a comunidade.

Em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio e a Embrapa, agricultores locais recebem capacitação técnica, remuneração pelo trabalho e ainda levam parte da colheita para casa. “É conhecimento, emprego e comida na mesa”, resume Louiz Carlos da Silva, filho de Zeca e diretor do instituto.

Números que alimentam
  • 11.100 mudas plantadas, incluindo 50 espécies frutíferas
  • Projeção de 40 toneladas/ano de alimentos em plena produção
  • Parte da colheita será destinada a creches e escolas públicas
  • Outra parcela será comercializada via Programa de Aquisição de Alimentos
Foto: Caroll Ferreira/Divulgação

Financiado por recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e emenda da deputada Benedita da Silva, o projeto surge em um momento crucial: enquanto o Brasil comemora sair do Mapa da Fome da ONU, o IBGE revela que 9% dos domicílios brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar grave — no Rio, 1,2 milhão de pessoas vivem essa realidade.

Mais que uma horta, o espaço é uma escola a céu aberto. As técnicas aprendidas podem ser replicadas nos quintais da comunidade, criando um efeito multiplicador. “Queremos que todos possam andar com as próprias pernas”, destaca Louiz Carlos.

Enquanto isso, Zeca — de chapéu de palha e enxada na mão — prova que seu talento vai além dos palcos. “Terra dá trabalho, mas dá fruto”, filosofa o artista, que transformou seu amor por Xerém em sementes de mudança real

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Última atualização em: 14 de agosto de 2025 às 9:29

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