O longa-metragem brasileiro cearense “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton e estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, faz sua estreia mundial na programação oficial da Berlinale, onde integra a mostra competitiva Generation e está confirmado na seleção do Teddy Award, o mais antigo e importante prêmio dedicado ao cinema queer no mundo.
Criado há quatro décadas e realizado no âmbito da Berlinale, o Teddy Award reconhece filmes que ampliam a visibilidade da diversidade e contribuem para debates sobre identidade, afeto e transformação social, reunindo algumas produções de todas as seções do festival. Em sua edição de 40 anos, o prêmio reafirma seu papel histórico como uma das plataformas internacionais mais relevantes para o cinema voltado às experiências sociais e humanas no convívio em sociedade.

Produzido por Deberton Filmes e Biônica Filmes, em coprodução com a Warner Bros., e com distribuição da Paris Filmes no Brasil, “Feito Pipa” acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol. Gugu vive com a avó Dilma (Teca Pereira), que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a avó se torna frágil, Gugu tenta esconder a situação a qualquer custo, temendo ser separado dela e obrigado a morar com seu pai (Lázaro Ramos), que não o aceita como ele é.
Com roteiro de André Araújo, potencializado pela Incubadora Paradiso, pelo Laboratório Sesc Novas Histórias e pelo Cena 15 – Porto Iracema, o filme foi rodado em Quixadá e cidades vizinhas do interior do Ceará, e se passa às margens da barragem de Araújo Lima, onde após anos de seca revela uma antiga cidade submersa em ruínas. A obra constrói uma narrativa sensível sobre amadurecimento, liberdade e amor.
