O desaparecimento de Honestino Guimarães, líder estudantil, ex-presidente da UNE e aluno da UnB, é um emblemático caso da violência de Estado durante a ditadura militar brasileira. Preso em 1973, aos 26 anos, Honestino nunca mais foi visto. Sua história é o ponto de partida de “Honestino”, novo filme dirigido por Aurélio Michiles, produzido por Nilson Rodrigues, com participação de Bruno Gagliasso, que chega aos cinemas no dia 13 de agosto, com distribuição da PANDORA FILMES.
Fusão entre documentário e ficção, a trajetória de Honestino Guimarães é reconstituída no filme a partir de cartas, poemas, imagens de arquivo, depoimentos de familiares, amigos, políticos e militantes, como Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa do líder estudantil. Essa pluralidade de vozes ajuda a revelar a dimensão humana e política de um jovem que construiu uma rede que segue inspirando gerações.
Relembrar a trajetória de Honestino também é uma maneira de não esquecer o período marcado por prisões arbitrárias, torturas, assassinatos e desaparecimentos. Entre o início dos anos 1970 e meados da década, outros nomes se tornaram símbolos da violência cometida pelo regime militar, como Rubens Paiva, Vladimir Herzog e José Carlos da Mata Machado.
O longa recebeu o Troféu Redentor de Melhor Montagem no Festival do Rio, foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e para o DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, além de ter sido premiado no Fest Aruanda.
