Em um cenário onde produzir arte ainda exige resistência diária, o projeto “Cena Preta em Movimento” chega à segunda edição reafirmando a importância de criar caminhos reais para artistas negros, periféricos e independentes. Idealizada pela Confraria do Impossível, a iniciativa oferece estrutura, suporte técnico, espaço para ensaios e incentivo financeiro para que grupos e coletivos desenvolvam e apresentem seus trabalhos ao público. As propostas contempladas recebem um total de R$4 mil em apoio financeiro.
Com ocupações no Terreiro Contemporâneo e apresentações abertas ao público no Teatro Chica Xavier, o projeto transforma esses espaços em territórios de experimentação, criação, encontro e visibilidade. “Esperamos que esses grupos se fortaleçam e continuem. Um dos grandes intuitos desse projeto é incentivar a continuidade desses grupos de artistas. Que possamos nos fortalecer e chegar mais longe com uma rede de apoio. Injeção de autoestima para caminharmos com mais potência!”, destaca Wayne Marinho, co-gestor e diretor geral da Confraria do Impossível.
Nesta edição, o projeto recebeu centenas de inscrições de diferentes estados do país e selecionou quatro propostas para integrar a programação, do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, o que demonstra o alcance nacional e a relevância da iniciativa. “Sabemos da potência desse projeto e do que esse movimento pode proporcionar pra essas pessoas que nem sempre tem a oportunidade ou verba para conseguir uma pauta em um teatro”, reflete o diretor.
Mais do que abrir espaço para apresentações, o “Cena Preta em Movimento” surge como resposta à falta histórica de oportunidades para determinados grupos desenvolverem suas pesquisas com estrutura e longevidade.
