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“Minha Última Refeição” estreia no Teatro Gláucio Gill utilizando a culinária como fio condutor para uma jornada de autoconhecimento

“Minha Última Refeição” estreia no Teatro Gláucio Gill utilizando a culinária como fio condutor para uma jornada de autoconhecimento

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O que define o sabor de uma trajetória? Em busca de respostas para essa e outras questões existenciais, o ator Pietro Cadete apresenta “Minha Última Refeição”, espetáculo inédito que estreia curtíssima temporada dia 13 de maio (4ª feira), às 20h, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana. Marcando sua estreia em um monólogo autoral, a obra foi escrita em parceria com o dramaturgo Fábio Severo e entra em cena sob direção de Tatiana Henrique e produção executiva de Kawan Lopes.

A montagem propõe uma experiência sensorial profunda, utilizando a culinária como fio condutor para uma jornada de autoconhecimento. Em cena, o jovem Pietro mergulha em suas memórias de infância, resgatando a vivência ao lado da avó e os ensinamentos que recebeu entre temperos e panelas. Enquanto cozinha, o personagem enfrenta as sombras de uma complexa rejeição maternal, transformando o ato de alimentar-se e alimentar o outro em uma linguagem de cura. O talento na cozinha torna-se, assim, a ferramenta principal para expressar as dualidades da alma: da dor das ausências às delícias das descobertas afetivas.

Levando ao palco uma história tão íntima e sensível, Pietro se preparou emocionalmente para abordar a temática em público. “O maior desafio neste trabalho foi estabelecer um diálogo com todos os ‘Pietros’ que já viveram essas dores. Às vezes, a ausência desta conversa interna abre feridas difíceis de cicatrizar. Esse processo exigiu coragem para olhar para dentro e não diminuir minhas dores. Porém, eu me amo muito. Sou meu maior crítico, mas também meu maior fã. Foi nesse lugar de acolhimento que encontrei força, transformando o teatro em refúgio. E esse texto em cura”, afirma Pietro.

“Minha Última Refeição” estreia no Teatro Gláucio Gill utilizando a culinária como fio condutor para uma jornada de autoconhecimento
Foto: Raquel Batista

A encenação, guiada pelo olhar de Tatiana Henrique (responsável pela cena, corpo e movimento), explora a organicidade do ator em diálogo com os elementos gastronômicos, transformando o palco em um espaço de partilha e reflexão sobre o que herdamos e o que escolhemos ser. Provocada pelo convite, uma vez que a artista também é mãe e uma mulher negra, o aceite passou por camadas de entendimento sobre a profundidade da dramaturgia, levando em conta que a romantização da maternidade é um lugar óbvio na nossa sociedade, e ainda a necessidade das mulheres, sobretudo as negras, obterem suas conquistas e mobilidades sociais.

“No entanto, foi a primeira vez que eu me deparei com um sentimento legítimo do jovem, da criança, daquele que sentiu a distância. Uma coisa é o ‘corre’, como a gente chama, que é legítimo. Outra coisa é rejeição maternal, abandono. A primeira coisa a se pensar foi qual o limiar entre compreender e levar para cena esses sentimentos, esses entendimentos, esses pensamentos legítimos, e não cair simplesmente num maniqueísmo de vilania, de culpabilização. A peça tem um texto que não acusa uma vilania, mas aponta a dor de quem sente. E essa é a delicadeza precisa para fazermos um trabalho maduro e na medida do que era preciso ser dito. E do que não se queria esconder”, pondera Tatiana.

Embora muitas vezes encaminhe o espectador à alimentação, o título da peça traz ainda um sentido metafórico, direcionando ao gesto de alimentar e nutrir que vem da maternagem. “Maternar significa alimentar um ser, mas também sua subjetividade, seus pensamentos, os primeiros registros que se tem – e que nos acompanham pelo resto da vida. Esta perspectiva é com relação ao cuidado. E por mais que o indivíduo seja trabalhado e obtenha entendimentos da diferenciação entre si e essa figura de maternagem, essas primeiras respostas, esses primeiros vínculos ou desvínculos continuam ali, pulsando. Numa perspectiva de tempo-memória, pensar numa refeição e na possibilidade de ser a última é pensar na ansiedade do retorno, do desejo do reencontro. E aí está o limiar da coisa”, finaliza Tatiana Henrique.

SERVIÇO

“A ÚLTIMA REFEIÇÃO”

Temporada: 13 a 27 de maio

Horário: Quartas-feiras às 20h

Local: Teatro Gláucio Gill

Endereço: Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana – Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 30 (meia-entrada) | R$ 60 (inteira)

Bilheteria: Segunda a sexta-feira, das 16h às 22h; Sábados e domingos das 15h às 22h

Link para compra do Ingresso: https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/56524a1582bdd206da0deb7b5bed81f0627f42b8

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

Instagram: @a.refeicao

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Última atualização em: 5 de maio de 2026 às 12:33

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