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 Itaú Cultural abre a grande exposição “Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira” em 7 de abril

Itaú Cultural abre a grande exposição "Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira" em 7 de abril

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Na próxima terça-feira (7), o Itaú Cultural abre a primeira grande exposição do ano: Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira. A mostra ocupará os três andares do espaço expositivo do IC até 5 de julho. A exposição percorre cinco décadas da produção do artista-sacerdote Mestre Didi e revela o seu legado com destaque para a sua atuação artística, religiosa e como pesquisador.

Na abertura da exposição, o terreiro Ilê Asipá apresenta Oro Ojés, cerimônia tradicional realizada em todas as festividades do espaço fundado pelo próprio Mestre Didi, em Salvador, onde exerceu sacerdócio. Na performance, os Ojés, sacerdotes da casa, entoam cantigas sagradas permitindo uma vivência da tradição no IC.

Deoscóredes Maximiliano dos Santos nasceu em Salvador em 1917. Morreu na mesma cidade em 2013, passados 96 anos, conhecido nacional e internacionalmente como o artista-sacerdote Mestre Didi. No próximo dia 7 de abril, às 19h, o Itaú Cultural (IC) abre a exposição Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira, primeira grande mostra individual do artista no Brasil em mais de 15 anos. No total, os pisos 1, -1 e -2 do IC reúnem 170 peças – 50 delas são esculturas do mestre.

Na abertura, o terreiro Ilê Asipá apresenta Oro Ojés, cerimônia tradicional realizada em todas as festividades do espaço fundado pelo próprio Didi, em Salvador. Na performance, os Ojés, sacerdotes da casa, entoam cantigas sagradas permitindo uma vivência da tradição no IC. A mostra encerra em 5 de julho.

Didi não está só: às suas 50 obras escultóricas expostas somam-se livros, fotos, produções carnavalescas, esboços, anotações e cartas do acervo documental da Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil (SECNEB), fundada por ele e que está aos cuidados do Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, além de materiais audiovisuais produzidos pela equipe do IC. A mostra joga foco no diálogo traçado em sua obra com outros modernistas afro-brasileiros e artistas das gerações seguintes que beberam de sua fonte. São 16 – sete deles comissionados, como Nádia Taquary, Goya Lopes e cinco artistas do Ilê Asipá, onde Mestre Didi exerceu sacerdócio como Alapini (veja mais abaixo a lista de todos os artistas).

Uma versão desta exposição, chamada Mestre Didi: spiritual form, foi vista no Museo del Barrio, em Nova York, em 2025, com 30 esculturas de Mestre Didi e obras de artistas contemporâneos. A edição brasileira tem concepção e realização do Itaú Cultural, curadoria de Ayrson Heráclito – que, em maio participará da Biennale Arte 2026, em Veneza – e Rodrigo Moura, assistência curatorial de Tiago Sant’Ana e expografia assinada por Francine Moura.

Ao reunir esculturas, arquivos e produções modernas e contemporâneas, a exposição atualiza o debate sobre a inserção de Mestre Didi no circuito da arte, destacando sua atuação como artista, pesquisador e sacerdote, e suas relações entre forma, rito e linguagem no contexto da arte brasileira.

Artistas

Núcleo Modernismos afro-brasileiro, no primeiro andar da exposição:

  • Abdias do Nascimento (homenageado pela 33ª edição do programa Ocupação, realizada em 2016 no IC) 
  • Agnaldo dos Santos
  • Arlete Soares
  • Aurelino dos Santos (teve obras expostas na mostra Bispo do Rosário: eu vim – aparição, impregnação e impacto, no IC, em 2022)
  • Ayrson Heráclito (sua obra, Bori Cabeça de Ogum (2009), esta exposta em Brasil das Múltiplas Faces no Espaço Milú Villela no 7º andar do IC)
  • Emanoel Araújo
  • Goya Lopes (participa da exposição com obra comissionada; também fez parte de Artistas do vestir: uma costura dos afetos realizada em 2024/2025 no IC)
  • Jorge dos Anjos
  • José Adário
  • Nádia Taquary (participa da exposição com obra comissionada; também fez parte de Artistas do vestir: uma costura dos afetos realizada em 2024/2025 no IC)
  • Rubem Valentim (sua obra, Emblema (1968), esta exposta em Brasil das Múltiplas Faces no Espaço Milú Villela no 7º andar do IC)

Todos estes artistas têm verbetes na Enciclopédia Itaú Cultural.

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Última atualização em: 3 de abril de 2026 às 0:51

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