Vivemos na era de uma grande conexão digital, mas os índices de solidão nunca foram tão altos. Buscando compreender de que forma o isolamento impacta o corpo e a mente, O cérebro precisa de amigos: a neurociência da conexão social chega às livrarias brasileiras pela HarperCollins e investiga uma biologia da solidão. O renomado neurocientista Ben Rein revela que a falta de convívio social aumenta os níveis de inflamação do organismo e eleva as chances de morte em 50% para pessoas com relacionamentos fracos, um risco estatisticamente duas vezes pior que a obesidade e quatro vezes pior do que morar em um lugar altamente poluído.
O neurocientista faz um alerta para o surpreendente fato de que a dor física e a dor da exclusão social ativam as mesmas áreas no cérebro, por exemplo. De acordo com o livro, isso levou à uma descoberta curiosa de que pacientes que tomam analgésicos comuns, como o paracetamol, não só têm a “dor da solidão” entorpecida, mas perdem temporariamente parte de sua empatia clínica. O cérebro precisa de amigos também reforça que a conexão social e a longevidade do cérebro caminham juntas. Esse isolamento que, normalmente atinge a população acima dos 65 anos, fase em que a solidão acelera diretamente o encolhimento do hipocampo, eleva drasticamente o risco de demência.

Ben Rein trabalha, então, com o conceito científico de “reserva cognitiva”, explicando de forma acessível que manter conversas e interações complexas exige tanto do cérebro que funciona literalmente como uma musculação, criando conexões físicas e uma massa de tecido extra que atua como amortecedor contra o envelhecimento.
Comprometido com uma maior acessibilidade ao público geral, Ben Rein abre o livro assumindo um ousado juramento de “nunca usar jargões difíceis” e até insere um glossário especial para decifrar termos mais técnicos. Indo além do diagnóstico, O cérebro precisa de amigos fornece soluções práticas e conta com um diário social com 27 perguntas, permitindo que os leitores analisem seus sentimentos após conversar com outras pessoas, para ajustar e melhorar suas próprias “dietas sociais” rumo ao bem-estar.
