Previsto para 4 de julho de 2026, ‘SP Babylon’ é o álbum de estreia da AYGAM. Lançado de forma independente, o disco reúne dez faixas e conta com participações de Brisa Flow, Quixote, Caxtrinho e Bruno Ras.
Viabilizado pelo edital de fomento cultural VAI, o projeto tomou forma durante dois meses de encontros em estúdio. Cada integrante, Abu Gabu, Satiê e Omar, com a colaboração do Bruno Ras, contribuiu com composições próprias, resultando em um repertório que preserva identidades individuais enquanto constrói uma unidade estética.
Referências ligadas ao Clube da Esquina, ao rock progressivo, à psicodelia, ao punk, ao grunge, ao reggae, ao hip-hop e à música latino-americana aparecem incorporadas a uma linguagem coletiva desenvolvida pela banda ao longo dos últimos anos.

Embora os membros da banda tenham trajetórias, vivências e formações distintas, o disco encontra unidade em temas relacionados ao desconforto pós-colonial, à opressão urbana, às dificuldades enfrentadas por artistas independentes e aos impactos sociais e psicológicos produzidos por essas experiências.
“Nós não somos amigos de infância, não crescemos no mesmo bairro, não moramos perto um do outro. Carregamos bagagens muito diferentes e nesse disco introjetamos todas as referências que nos formaram”, explica Omar, baterista e compositor.
A concepção artística do disco também nasce da observação crítica dos mecanismos de exclusão presentes no campo cultural. Em resposta a esse cenário, a banda transforma indignação e cansaço em criação artística, construindo um trabalho marcado pela pluralidade sonora e pela busca de autonomia estética.
‘SP Babylon” é um álbum para quem busca música que desperte novas formas de escuta. Voltado a ouvintes interessados em poesia, experimentação sonora e narrativas urbanas. Acima de tudo, é um trabalho dedicado a quem encontra na música um espaço de identificação, questionamento e permanência.
A produção fonográfica foi realizada numa parceria entre a banda e Pedro Ponce nas faixas “Colar de Espumas do Mar”, “Banzo”, “Das Matas de Dentro”, “Vão”, “Sete”, “Ô Coisa Boa”, “Autosentença aka Afropessimismo” e “Vitrais”. As faixas “Vivência na Favela (Nego)” e “Asé y Dendê” tiveram produção assinada por Bruno Ras e Shirts.
A identidade visual do projeto reúne fotografias de Bernoch, arte de capa desenvolvida por Satiê e Abu Gabu, design e diagramação de Lalo Boia.
