O Canal Brasil abre espaço em sua grade para uma homenagem a um dos maiores nomes do cinema brasileiro, Cacá Diegues, que morreu aos 84 anos, na madrugada desta sexta-feira, 14 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Hoje, 15 de fevereiro, vai ao ar o longa “O Grande Circo Místico”, seguido de uma entrevista do cineasta sobre a produção dirigida por ele na atração “O País do Cinema: O Grande Circo Místico”, apresentado por Fabíula Nascimento.
Já o domingo, 16 de fevereiro, será inteiramente dedicado a Cacá com uma extensa maratona. O Canal Brasil exibe entrevistas do cineasta aos programas “Letras Brasileiras”, “O Bagulho é Doido”, “Preto no Branco”, “Tarja Preta”, “Sangue Latino”, “Cinejornal” e “Espelho”, este último apresentado pelo ator Lázaro Ramos.
Também integram a maratona os longas-metragens: “A Grande Cidade”, “Dias Melhores Virão”, “Deus é Brasileiro”, “Tieta Do Agreste”, “Orfeu”, “Bye Bye Brasil”, “O Grande Circo Místico”, “Xica Da Silva”, “O Maior Amor Do Mundo”, “Veja Esta Canção”, além da exibição de duas entrevistas ao programa Rolo Extra, apresentado por Pedro Bial – “Rolo Extra: Veja Esta Canção” (2005) e “Rolo Extra: Deus É Brasileiro” (2004).
Entre sua extensa filmografia, estão “Cinco vezes Favela” (1962, episódio), “Ganga Zumba” (1964), “A Grande Cidade” (1966), “Os Herdeiros” (1969), “Xica da Silva” (1976), “Bye Bye Brasil” (1980), “Tieta do Agreste” (1996), “Orfeu” (1999) e “Deus é Brasileiro” (2003). Sete de suas obras também já foram escolhidas para disputar uma indicação ao Oscar, sendo o maior número alcançado por um cineasta brasileiro: “Xica da Silva”, “Bye Bye Brasil”, “Um Trem para as Estrelas”(1987), “Dias Melhores Virão” (1989), “Tieta do Agreste” e “O Grande Circo Místico” (2019).
Ao longo de sua carreira, o cineasta alagoano recebeu diversas homenagens em festivais nacionais e internacionais, como no Festival de Cannes, em 2018, com a exibição de seus clássicos, como “Quilombo” (1984), e no Prêmio Grande Otelo, em 2024, que celebrou o Cinema Novo e chamou ao palco os cineastas que deram vida ao movimento. Cacá Diegues ocupava a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 2018.
