Novo audiovisual da artista carioca Clara Ribeiro transforma a primeira faixa de seu último EP em um manifesto visual sobre proteção, identidade e sustentação do estado único de espírito. “Escudo”, ganha seu primeiro videoclipe nesta sexta (24).
Com participação do cantor e compositor Kbrum, “Escudo” amplia o universo estético do EP “Desabafos” ao transformar sentimentos em imagem, gesto e presença. Concebido a partir de uma estética minimalista e altamente simbólica, o audiovisual abandona narrativas lineares para apostar na potência da performance. Em um cenário limpo, fotografado em preto e branco e atravessado por contrastes intensos de luz e sombra, Clara Ribeiro, Chediak e Kbrum ocupam o enquadramento como quem transforma o próprio corpo em discurso. A câmera privilegia expressões e movimentos, enquanto a tipografia vermelha que atravessa a tela funciona como um elemento gráfico que intensifica o impacto da canção.
A idealização do videoclipe é assinada por Wander Scheeffër, diretor audiovisual, fotógrafo e filmmaker que vem se destacando por construir narrativas visuais para artistas da nova geração da música brasileira. Em sua trajetória, já colaborou com nomes como Maui, KBRUM, Maskotte e Bruno Kroz, entre outros, imprimindo em “Escudo” uma direção que privilegia a força da imagem, performance e identidade artística.
A escolha estética dialoga diretamente com a essência de “Desabafos”, projeto em que Clara Ribeiro investiga suas fragilidades sem abrir mão da experimentação sonora. Em “Escudo”, essa proposta encontra uma nova dimensão. Entre influências clubbers, drum’n’bass, reggae e outras vertentes da música eletrônica, o videoclipe constrói um espaço onde a vulnerabilidade deixa de ser um ponto de chegada para se tornar linguagem artística, traduzindo esse conflito sem recorrer à obviedade. Ao invés de ilustrar a letra, o audiovisual cria um ambiente de tensão permanente entre proximidade e distância; firmeza e delicadeza. Os enquadramentos divididos, a textura que remete ao cinema analógico e a direção centrada na presença dos artistas fazem com que cada plano funcione como um retrato das camadas emocionais propostas pela música.
