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Coletânea ‘Laboratório Tropical Vol.1’ reúne nomes como Getúlio Abelha, Ju Strassacapa, Louise França, Rimon Guimarães, Luê, Irma Ferreira e mais

16 artistas de 8 Estados brasileiros se unem em 8 faixas
Coletânea ‘Laboratório Tropical Vol.1’ reúne nomes como Getúlio Abelha, Ju Strassacapa, Louise França, Rimon Guimarães, Luê, Irma Ferreira e mais

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Laboratório Tropical Vol. 1, lançado pelo Lab Dorsal (selo da multipremiada produtora Dahouse Áudio) no dia 31 de outubro, é mais do que uma coletânea: é um manifesto contra o algoritmo, contra a indústria predatória e pela liberdade criativa. Reunindo 16 artistas de 8 Estados brasileiros e mais de 30 colaboradores entre produtores, músicos e compositores, o projeto acontece em um espaço físico, resgatando o encontro real e a troca direta entre os artistas após anos de isolamento e autossuficiência digital. Cada faixa nasce da convivência, da experimentação e da curiosidade mútua, criando músicas que jamais poderiam surgir em isolamento ou como simples feats digitais.

“Nesse primeiro disco temos a premissa daquilo que será toda a nossa postura e construção de mercado. Diferentes estilos, de diferentes lugares se unindo para fazer música sem barreiras, potencializando assim as raízes brasileiras amplas territorialmente e culturalmente. Esperamos que possamos expandir a música de cada um desses artistas furando bolhas de ouvintes que não receberiam toda essa amplitude estética por conta do algoritmo”, explica o diretor musical João Davi, idealizador do projeto. “Honestamente eu espero inspirar outros artistas e selos a entenderem que a força está nas pessoas, na arte, e nos encontros. Que a força coletiva impulsiona o que não tem uma chance ou uma chancela de participar dessa pequena fatia do mercado dominado por grandes corporações e big techs. Mas nós artistas é que temos a maior commodity. Sem a gente a indústria não tem nada a oferecer”.

Coletânea ‘Laboratório Tropical Vol.1’ reúne nomes como Getúlio Abelha, Ju Strassacapa, Louise França, Rimon Guimarães, Luê, Irma Ferreira e mais

O Laboratório Tropical Vol. 1 percorre paisagens sonoras e temáticas variadas: “Buena Onda” (Amanda Pacífico & Layse) abre com um pop latino-brasileiro caloroso que celebra a mulher latino-americana — voz e percussão caribenha, batida dançante e letras sobre liberdade e potência; “Essa Novela” (Getúlio Abelha & Louise França) mistura forró eletrônico e brega pop, narrando os afetos e reviravoltas de um relacionamento com refrões contagiosos e arranjos que transitam entre voz-violão e produção sintética; “Mossa” (Dante Oxidante & Zé Cafofinho) captura o pós-festa em grooves de axé e elementos experimentais, um encontro entre tradição e modernidade que privilegia o corpo e o balanço; “A Voz Que Vem Antes do Tempo” (Irma Ferreira & Rimon Guimarães) é um mergulho em ancestralidade e pertencimento, com canto reverencial, percussão ritual e camadas que evocam memória e escuta interior; “Marcapasso” (Alienação Afrofuturista & Dr. Drumah) pulsa como um manifesto rítmico — batidas como marca-passo, afrofuturismo e produção lo-fi que falam de cuidado, resistência e ritmo vital; “Hoje Sinto Medo” (2DE1 & Ju Strassacapa) assume tom confessional e melancólico, com arranjos mínimos e cordas que sustentam uma letra sobre insegurança e a busca por sentido no fazer artístico; “Três Sóis” (Realleza & Otis Selimane) traz texturas cinematográficas e percussões africanas que evocam deserto e miragens, apontando para encontros e oásis afetivos; e “Coração Tropical” (PECI & Luê) encerra como declaração de amor à natureza do Brasil, unindo referências de rios, rabeca e uma estética tropicalista pop que celebra união regional e festa.

“Coletânea não é um conceito novo, mas é pouco usado no mundo digital. Temos playlists e feats mas poucos discos coletâneos que misturem estilos diferentes. Laboratório Tropical é mais do que uma playlist, aqui os encontros geram novas formas de música, os convidados participam ativamente do processo e do resultado gerando fusões que vão muito além de um compilado de músicas. Muito parecido com o que foi o disco Tropicália, afirma João Davi. “Os feats foram definidos pela improbabilidade. A principal regra para essas colaborações foi tirar cada um dos artistas das suas zonas de conforto e experimentar outros estilos e parcerias que no status quo não seriam pensadas”.

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Última atualização em: 31 de outubro de 2025 às 10:26

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