Há artistas que escolhem começar do zero pela estratégia. Outros, pela necessidade de reencontro. No caso de Kaique, o álbum “Sobre Corações” nasce justamente desse segundo movimento: um retorno à própria essência depois da saída do grupo Di Propósito e o início oficial da carreira solo.
O projeto apresenta um Kaique mais íntimo, romântico e emocionalmente exposto. Dividido em três partes, o álbum estreia com quatro faixas inéditas — “Moral com Deus”, “Eterno Ex”, “Coração Não é de Aço” e “Sobre Corações”, escolhida como faixa foco. Em vez de apostar em um single isolado, o cantor preferiu construir uma narrativa sentimental em capítulos. “Acredito que cada pessoa vai se identificar com alguma faixa, porque elas têm intenções muito diferentes. Cada música vai fazer parte de um momento de alguém”, resume o artista.
Musicalmente, “Sobre Corações” caminha entre o pagode contemporâneo e referências nostálgicas dos anos 1990. O álbum traz forte influência do romantismo de Belo, com músicas carregadas de sentimento, refrões marcantes e aquela sonoridade clássica do pagode romântico que fez sucesso nos anos 90. Kaique revela ter buscado elementos tradicionais do gênero para construir a identidade sonora do projeto. “Tentamos trazer uma sonoridade usada nos anos 90. Existe uma mistura do atual com a nostalgia do passado”, explica.
Essa atmosfera também se reflete na estética visual do projeto. Inspirado no formato minimalista do canal COLORS, o cantor gravou quatro performances audiovisuais apostando em cenário limpo, fundo monocromático e interpretação emocional como protagonista. “O amor em sua essência. O amor dos pequenos gestos, do papel de parede, do que é sussurrado no ouvido”, define Kaique ao explicar o conceito visual do trabalho.
