Jonathan Ferr apresenta ao mundo seu novo trabalho de estúdio, “LAR“, um mergulho em 11 faixas que reafirmam sua posição como pioneiro e principal representante brasileiro do Urban Jazz. A obra atravessa fronteiras musicais — do jazz ao hip hop, do neo soul à música brasileira — para criar um espaço sonoro acolhedor, tendo participações de nomes como Luccas Carlos, Pedro Bial e Marcos Valle – ouça aqui.
Mais do que um disco, “LAR” traduz acolhimento, simplicidade e pertencimento, revelando um lado mais íntimo de Jonathan Ferr, iniciando uma nova era na em sua carreira com um álbum de canções em contraste com a estética de seus trabalhos anteriores. Essa atmosfera também se reflete na produção, que reúne nomes de peso como Julio Raposo, da Moodstock Music, e Douglas Moda, produtor que já trabalhou com Luísa Sonza, além de outros colaboradores que ajudam a expandir a identidade da música urbana no Brasil.
Com o início da concepção em 2023, após o falecimento de seu pai enquanto estava em turnê no exterior com o álbum “Liberdade”, o projeto atual nasceu de um processo profundo de reflexão de Jonathan. Mais do que um espaço físico, “lar” é entendido por ele como família, amigos, amores e, também, como sua jornada de autoconhecimento. “O lar é o lugar onde muitas memórias são feitas e guardadas ao longo da vida. O que seria isso senão o próprio tempo?”, comenta Ferr.

Nesse caminho, “LAR” se conecta filosoficamente aos trabalhos anteriores: enquanto “Cura” abordava a necessidade de curar a si mesmo e “Liberdade” simboliza a emancipação que vem após a cura, o novo álbum representa a presença absoluta e o entendimento de quem se é no mundo. “O lar deixa de ser apenas uma casa física para se tornar um conceito expandido. É um espaço ancestral e cultural de onde nós viemos. É o estado de presença e conforto acima de tudo“, explica.
O repertório inclui momentos que transitam entre atmosferas suaves, grooves urbanos e camadas orquestrais, como “CASA“, com a cantora e baixista Ana Karina Sebastião; “INFINITO“, parceria com Dino D’Santiago e a Nova Orquestra; “PERMANÊNCIA DO SOM“, com participação de Pedro Bial; “TUDO O QUE SOU“, com Luccas Carlos, “EIXO NOVO”, com Duda Raupp, “RARO” e “VISCERAL”, ambas as faixas com Jok3r, além de “ALMAR”, parceria potente com Marcos Valle.
O feat entre Ferr e o ícone da MPB Marcos Valle começou nos bastidores do programa “Conversa com Bial” e rapidamente se transformou em amizade. Ferr descreve Valle como uma inspiração, um artista à frente de seu tempo e sempre aberto a novas possibilidades sonoras. Dessa conexão, nasceu uma faixa que fala sobre um amor que transcende o tempo, simbolizando também esse encontro entre diferentes gerações.
Já em “PERMANÊNCIA DO SOM”, a participação de Pedro Bial ganha contornos afetivos. A música traz o texto que o apresentador escreveu e recitou sobre Jonathan Ferr na abertura de seu programa, na ocasião em que o pianista foi convidado. Ao levar esse discurso para a faixa, Ferr transforma-o em parte de sua própria obra.
“TUDO O QUE SOU” é uma música composta em 2014 por Jonathan e Luccas Carlos, que chegou a ser gravada, mas nunca lançada. Na época, ambos estavam no início de suas carreiras, e seus nomes só ganharam destaque no mercado entre 2018 e 2019. Anos depois, após um reencontro com Luccas, Ferr decidiu revisitar a canção, e juntos atualizaram o arranjo e regravaram a faixa, 11 anos após sua criação
