Unindo força, sensibilidade e a riqueza musical da Bahia, os artistas Casmurro e Bárbara Leoa apresentam “Amor Ebó é Bom”, um single produzido por DJ Gug, que reverencia a ancestralidade, a amizade e a luta contra o racismo religioso. A música chegou hoje,24, às plataformas digitais, acompanhada por um videoclipe imersivo que traduz em imagens a profundidade de suas mensagens.
Lançado no ano que marca os 40 anos da Axé Music, o single ecoa a sonoridade e a potência da música baiana, dialogando com a história de um gênero que nasceu da fusão de ritmos afro-brasileiros e se tornou símbolo de resistência e identidade cultural. “A Bahia respira essa musicalidade afrocentrada, e isso está na nossa essência”, comenta Casmurro. “Essa musicalidade, diversa e afrocentrada, é o que podemos chamar de tempero perfeito para se criar coisas novas. E, de certa forma, modernizar o passado sem perder a referência de nossas raízes.”
Misturando samba-reggae, Ijexá, arrocha e pagodão, “Amor Ebó é Bom” reforça a continuidade da música baiana como um espaço de expressão e pertencimento. Bárbara Leoa destaca a importância dessa conexão: “Meu pai, que vendia discos no Largo do Tanque, me apresentou toda essa riqueza musical ainda na infância. Essas memórias estão em tudo o que faço.”
A canção nasceu da amizade entre os artistas e de reflexões sobre o racismo religioso. “É da nossa cultura, do povo de axé, celebrar a existência. A partir de conversas sobre as intolerâncias que enfrentamos, surgiu o refrão que inicialmente falava apenas da força da nossa amizade, mas resolvemos aprofundar em uma temática mais ampla , explica Bárbara.
