O coletivo Publicitários Negros (PN) revela os nomes dos seis profissionais que irão representá-lo no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions 2026, que acontece de 22 a 26 de junho, em Cannes, na França. São eles: Jean Oliveira (CEO na START | Marketing de Conteúdo e Fundador do Clubinhu); Adilson Trindade (Diretor de Cultura e Relacionamento no Grupo MAP); Leticia Oliveira ([Head de Criação e Conteúdo na W3haus]); Patricio Junior (Redator Sênior na Publicis); Nathalia Henrique (Analista Sênior de Comunicação no Itaú e Idealizadora do black h. office); e Rebecca Gomes (Coordenadora de conteúdo e branding na EBAC).
As credenciais foram obtidas por meio do ERA Programme (Equity, Representation and Accessibility), programa criado pelo próprio Festival de Cannes Lions em 2024 para ampliar o acesso de comunidades sub-representadas à maior vitrine da criatividade mundial. Voltado a organizações sem fins lucrativos, coletivos e negócios liderados por grupos minorizados, o programa distribui passes gratuitos ao festival. Para 2026, o Cannes Lions destinou um conjunto de credenciais ao PN, que agora decide de forma autônoma como distribuí-las entre seus membros.
Nas edições anteriores, o PN realizou processo seletivo aberto, com edital público e levantamento de patrocínios para cobrir os custos integrais da viagem. Para 2026, o coletivo adotou um modelo diferente — e mais alinhado ao seu posicionamento atual.
Segundo Janaina Martins, presidente do Conselho do Publicitários Negros, em vez de atuar como provedor logístico da experiência, o PN passou a funcionar como abridor de portas: identifica talentos negros que já se destacam no mercado, concede a credencial de acesso e amplifica suas trajetórias. “A distribuição dos ingressos mapeou pessoas da comunidade com projetos próprios e capacidade de amplificar a experiência do festival para além do olhar individual, levando o conteúdo para suas redes e comunidades”, explica a executiva.
A mudança reflete uma escolha estratégica: alcançar mais perfis e fortalecer o protagonismo dos próprios profissionais. “O PN não precisa ser o único caminho para Cannes. Precisamos ser o primeiro empurrão”, resume Janaina.
“O critério não foi premiação ou cargo: foi trajetória, consistência e potencial de amplificação, a aposta em quem já faz algo fora do lugar-comum e pode levar e trazer mais do festival do que um ingresso”, finaliza Janaina.
