O Ministério da Igualdade Racial emitiu uma nota nesta sexta-feira (26) manifestando solidariedade à cantora Ludmilla após o episódio de racismo cometido pelo apresentador Marcão do Povo durante um programa de televisão. No posicionamento, o ministério repudiou o ocorrido e reforçou que o racismo, independentemente do espaço em que se manifeste, fere a dignidade humana, aprofunda desigualdades históricas e compromete a democracia, além de lembrar que se trata de crime e não pode ser relativizado.
Além da nota institucional, a ministra Anielle Franco publicou um vídeo em apoio à artista, destacando que o racismo machuca, adoece e não pode ser tratado como um episódio isolado, sobretudo quando uma mulher negra é atacada publicamente em um espaço de grande audiência. Segundo a ministra, casos como esse evidenciam uma estrutura que ainda precisa ser combatida diariamente no país.
Leia a nota:
O Ministério da Igualdade Racial repudia e manifesta solidariedade à cantora Ludmilla, diante do episódio de racismo sofrido por ela durante um programa de televisão.
O racismo, independentemente do espaço em que é praticado, fere a dignidade, reforça desigualdades históricas e fragiliza a democracia. Racismo é crime e não pode ser naturalizado, normalizado ou ignorado, assim como a liberdade de expressão não pode ser confundida com autorização para desrespeitar e praticar violências.
O MIR reafirma seu compromisso inegociável com o enfrentamento ao racismo, com a promoção do respeito, da igualdade e da defesa dos direitos da população negra. A missão primeira do ministério é construir um país mais justo, inclusivo e igualitário para todos e todas.
