Publicidade

Ator Leo Sobrinho surpreende a mãe ao surgir como Orfeu Negro em desfile da Mocidade Alegre

Em entrevista, artista revela os bastidores da surpresa que emocionou Carina Dias e marcou a segunda noite de Carnaval em São Paulo
Ator Leo Sobrinho surpreende a mãe ao surgir como Orfeu Negro em desfile da Mocidade Alegre

Publicidade

O desfile da Mocidade Alegre, escola campeã do carnaval de 2026, ganhou um momento que ultrapassou a avenida. Enquanto acompanhava o enredo do alto do camarote, cantando cada verso com a devoção de quem cresceu dentro da escola, Carina Dias não fazia ideia de que o filho, o ator Leo Sobrinho, estava no segundo carro alegórico, caracterizado como Orfeu Negro. O instante em que ela reconhece o filho no alto da alegoria transformou o desfile em um episódio familiar público, carregado de simbolismo e emoção.

Leo Sobrinho é um jovem ator que está consolidando sua trajetória no teatro e no audiovisual. Atualmente está no elenco de um projeto ainda confidencial da Netflix, com previsão de estreia para fim de 2026. No cinema, protagonizou os curtas “Onde A Gente Cabe”, selecionado para o Lift Off Global Network em Londres, e “TOPO”, além de participar de Sabiá – Quando o Céu é o Limite. Também esteve no elenco da websérie 30 – Baseado em Fatos Reais, que ultrapassou 100 mil visualizações e terá segunda temporada. Nos palcos, integrou mais de 15 montagens como Conselho de Classe (onde também assinou co-direção), Marighella – O Homem que não tinha medo, Hair – O Musical e Lisbela e o Prisioneiro.

Ator Leo Sobrinho surpreende a mãe ao surgir como Orfeu Negro em desfile da Mocidade Alegre
Foto: Fábio Tito

Nesta entrevista, Leo detalha como a ideia da surpresa surgiu a partir de um convite da escola, a operação silenciosa montada para não levantar suspeitas em casa, a tradição carnavalesca da família, a ligação histórica da mãe com a Mocidade e a experiência de estrear na avenida em um papel central no enredo. Entre nervosismo, estratégia e catarse, o ator revisita a noite em que decidiu unir sua trajetória artística à maior paixão da mãe, e explica por que considera o gesto uma das experiências mais marcantes da sua vida.

Como surgiu a ideia de surpreender a sua mãe dessa maneira?

Quando a Luciana, assessora da Mocidade Alegre, me ligou pra fazer o convite, eu disse na hora: “Vou fazer surpresa pra minha mãe!” Lembro da Lu dizer: “Você vai matar ela do coração, Orfeu! [risos]” Como eu sabia da importância que tem pra minha mãe e de que ela nunca imaginaria que isso seria possível, de bate-pronto eu já sabia que ela ia pirar.

Como conseguiu controlar a ansiedade de contar logo pra ela e não estragar a surpresa? E como conseguiu guardar segredo?

Essa foi a parte mais difícil [risos]. Eu tinha que decorar o samba, então fiquei ouvindo escondido e fora de casa pra ela não perceber, e, como eu tava ouvindo muitas vezes, sempre que vacilava, cantava o refrão. Teve uma vez q eu tava na cozinha e cantei “Ô malunga ê…”, e ela:“Oxe, tá cantando o samba por quê?” E desconversei:  “Ah, ouvi uma vez e ficou na cabeça”.  Então eu fui mobilizando todo mundo ao redor para ser cúmplice da surpresa, então ninguém contou e todo mundo ajudou no plano!

Qual a relação sua e da sua família com o carnaval e a Mocidade Alegre?

Vixe, de longa data! Desde que me lembro por gente, minha família tá no carnaval. Pra você ter ideia, minha vó conta que o pai dela saia na sexta-feira de casa e só voltava na quarta-feira de cinzas! E minha mãe foi no mesmo caminho. Vivia no Anhembi direto. Meu pai se apaixonou pelo Vai-Vai. Já a minha mãe… vixe! Essa vive a Mocidade desde criança. O primeiro emprego dela foi lá. Então a escola fez parte da formação dela. Eu acabei indo na mesma linha. Mas nunca fui de frequentar muito sozinho. Ia com eles quando era menor. Sempre gostei mesmo foi de assistir os desfiles, ouvir os sambas. Mas a Mocidade Alegre aqui é sagrada, por conta da minha mãe. O que eu tenho de louco pelo Corinthians, ela tem pela escola.

Como rolou essa oportunidade de fazer o Orfeu Negro no desfile? Você fez isso como uma homenagem para a sua mãe?

Eles precisavam de um ator pra interpretar o Orfeu, que representa um capítulo importante na vida da homenageada Léa [Garcia, atriz]. Mas o pessoal não tinha o telefone da minha mãe, daí foram até minha tia Margareth [produtora do Quintal dos Prettos e do duo anfitrião da roda de samba] e ela fez a ponte Da Lu, a assessora, comigo. Eu estava em semana de gravações de uma série, então não pude topar de cara. Mas eu já estava com a homenagem pra minha mãe na cabeça. Daí, conversei com as minhas agentes, elas bateram a minha agenda com o pessoal da série e tudo se encaixava perfeitamente. Era pra ser.

Qual foi a emoção que você sentiu ao subir no carro alegórico e, depois, ao ver a reação da sua mãe?

Estar na avenida não é parecido com nada que eu já senti. Já estive em palcos lotados, já fui em estádios, etc., mas estar ali, no centro de tudo, com gente pulando e cantando o tempo inteiro dos dois lados, ver a escola passando na frente, todo mundo em harmonia, é surreal. Acho que todo mundo deveria experimentar isso uma vez na vida, pelo menos. Sou muito grato à presidente Solange, À Lu, ao Márcio e toda a equipe por me proporcionarem isso. Foi mágico. Antes mesmo de entrar na avenida e de ver minha mãe já tava muito emocionado com aquilo tudo, pensando em como seria pra ela. Daí, quando a encontrei e vi a felicidade e o brilho no olho dela, foi demais! Deu pra sentir, mesmo que um pouco, o motivo dela ser tão apaixonada por isso. Missão cumprida e homenagem bem recebida.

Publicidade

Última atualização em: 21 de fevereiro de 2026 às 19:52

Siga-nos no

Google News

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp

Deixe um comentário

Área para Anúncios

Seus anúncios aqui (área 365 x 300)

Publicidade

Matérias Relacionadas

Se inscreva na nossa Newsletter 🔥

Receba semanalmente no seu e-mail as notícias e destaques que estão em alta no nosso portal

Categorias

Publicidade

Links Patrocinados