O início do ano nas bilheterias estadunidenses foi impulsionado por uma variedade de sucessos natalinos que continuam a atrair o público antes do fim das férias. O fim de semana de Ano Novo registrou a melhor arrecadação desde o período pré-pandemia, sinalizando uma recuperação vigorosa do mercado cinematográfico.
Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron, lidera o cenário com um feito histórico: ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial no sábado. A Disney e a 20th Century confirmaram o resultado no domingo, após estimativas consistentes. É mais uma conquista para Cameron, que já detém três dos quatro filmes de maior bilheteria de todos os tempos (Avatar, Vingadores: Ultimato, Avatar: O Caminho da Água e Titanic). Até domingo, Avatar 3 acumulou US$ 1,083 bilhão globalmente, sendo US$ 771,1 milhões no exterior e US$ 303 milhões na América do Norte.
O filme é um dos apenas três lançamentos de Hollywood em 2025 a atingir a marca do bilhão — todos distribuídos pela Disney. Os outros são:
- Lilo & Stitch: US$ 1,038 bilhão.
- Zootopia 2: recorde de US$ 1,558 bilhão e ainda em forte exibição, com queda de apenas 7% em sua sexta semana.
Zootopia 2 tornou-se a maior bilheteria da história da Walt Disney Animation Studios, superando Frozen II, e é a animação de maior sucesso de todos os tempos na China (US$ 560 milhões). Globalmente, é o segundo filme mais rentável, atrás apenas de Vingadores: Ultimato.

Além dos sucessos da Disney, outros filmes brilharam no período:
- The Housemaid (Lionsgate): thriller com foco no público feminino, caiu apenas 3% e acumula US$ 75 milhões mundialmente. É uma vitória para a atriz Sydney Sweeney, em meio a debates sobre sua campanha publicitária anterior.
- Marty Supreme (A24): dirigido por Josh Safdie e estrelado por Timothée Chalamet como um campeão de tênis de mesa dos anos 1950, foi a surpresa do Natal. Arrecadou US$ 17,5 milhões no fim de semana e já soma US$ 27,1 milhões domesticamente, com desempenho promissor no exterior.
- Anaconda (Sony): comédia de ação com Jack Black e Paul Rudd, completou o top 5 com US$ 10 milhões no fim de semana, totalizando US$ 88 milhões mundialmente — um resultado sólido dado seu orçamento modesto de US$ 45 milhões.
O período consolidou a Disney em seu retorno aos tempos áureos, mas também destacou a força de estúdios independentes e a diversidade de gêneros bem-sucedidos — de épicos de ficção científica a thrillers e dramas de época. A recuperação das bilheterias parece, enfim, em curso acelerado.
