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ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras celebra 5ª edição em Salvador com programação diversa em cinco espaços da cidade

Até 26 de julho, Salvador será palco de um dos principais eventos da Bahia que celebram o protagonismo feminino e negro nas artes.

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Até 26 de julho, Salvador será palco de um dos principais eventos da Bahia que celebram o protagonismo feminino e negro nas artes. O ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras  chega a sua 5ª edição reunindo 20 atrações artísticas, entre espetáculos, shows, dança, arte visual e literatura e 14 atividades formativas que envolvem oficinas, mesas temáticas e bate-papo.

O festival ocupará importantes espaços culturais da capital baiana, como o Teatro Gregório de Mattos, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Xisto Bahia, Café-Teatro Nilda Spencer e escolas públicas estaduais. Os espetáculos e shows estão disponíveis no sympla com ingressos no valor de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). As demais atividades e apresentações são gratuitas.

Com o tema “O alçar voo do ventre de quem sabe que veio dos caminhos matricêntricos”, o ÌYÁ’S reafirma seu papel como território de resistência, imaginação e liberdade. O festival que nasceu com o objetivo de evidenciar artistas da arte cênica (teatro, dança, circo, perfomances), em 2025 amplia sua programação e inclui outras linguagens artísticas. O foco é na produção baiana, mas o projeto abriu seleção para espetáculos de todo o Brasil. Nesta edição contará com 7 espetáculos de artes cênicas de Salvador e 3 de outros estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, e o interior do estado é representado pelas atrações musicais.

Até 26 de julho, Salvador será palco de um dos principais eventos da Bahia que celebram o protagonismo feminino e negro nas artes.
Abayomi Odu Companhia de Dança | Foto: Patricia Adelia

“Nesta edição celebramos a criatividade e a força produtiva desses ventres que produzem, reverberam, compartilham e se unem na construção desse festival. O público pode esperar uma série de ações e espetáculos que falam de identidade, memória, criação feminina, além de uma programação que está extremamente diversa, múltipla, assim como é o fazer de toda artista negra, que naturalmente transita em várias dimensões”, destaca Juliana Monique, atriz e produtora executiva do festival.

Gestado por artistas baianas, o ÌYÁ’S nasce da urgência de valorizar e difundir a produção artística e intelectual de mulheres negras, celebrando suas poéticas, estéticas, narrativas diversas e militância. Mais que representatividade, o festival fortalece lugares de fala, escuta e aquilombamento, sendo realizado no mês de julho, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia da Mulher Africana.

Conheça os espetáculos:

  • Monocontos – Elas fantasiam o tempo, do Coletivo Meio Tempo, conduz o espectador por histórias reais e ficcionais de personalidades femininas negras, como Rainha Nzinga e Tereza de Benguela. A metáfora das fiandeiras que tecem destinos e memórias exalta a força e a sabedoria do feminino coletivo. Acompanhe em: @coletivomeiotempo
  • Mulheres do Lar – Mortes Anunciadas, de Lucimélia Romão mergulha na realidade da violência doméstica ao retratar, de forma poética e contundente, o cotidiano de mulheres marcadas por agressões e silenciamentos. O espetáculo expõe as cicatrizes deixadas pelo feminicídio e provoca reflexão sobre o silêncio social diante dessas violências. Acompanhe em: @lucimeliaromao
  • Carta à mãe, de Milena Pitombo, narra a viagem emocional de uma filha que decide revelar um segredo à mãe. O espetáculo aborda com sensibilidade temas como aceitação, amor materno e o direito de ser quem se é, convidando o público a participar ativamente da construção da cena. Acompanhe em: @ciabuffadeteatro e @milenapitombo
  • O Leque de Oxum, da Cia de Dança Robson Correia, propõe um mergulho no universo da orixá Oxum, deusa da fertilidade e do ouro. Por meio de coreografias, o espetáculo evoca sensualidade, empoderamento feminino e resistência à intolerância religiosa, celebrando os saberes da cultura afrodiaspórica. Acompanhe em: @cia.robsoncorreia
  • Orúkọ, de Hilda Maretta (Duque de Caxias – Rio de Janeiro), costura relatos cotidianos e tradições da Congada para questionar a importância dos nomes e a perda de identidade dos negros no Brasil. O espetáculo mistura drama, comédia e música para resgatar memórias apagadas pela história oficial. Acompanhe em: @hil.maretta e @orukoespetaculo
  • Mukunã – do fio à raiz, de Vika Mennezes, propõe uma jornada sensível pelas vivências afro-diaspóricas, utilizando o cabelo crespo/cacheado como símbolo de identidade, resistência e ancestralidade. A obra inspira o público a celebrar suas raízes e desafiar padrões de beleza impostos. Acompanhe em: @vikamennezes  e @mukuna.espetaculo
  • Golpes no Ventre, de Jane Santa Cruz, narra a trajetória visceral de Bárbara, uma mulher negra que, ainda no útero, confronta as experiências de violência e superação vividas por sua mãe e ancestrais. A obra promove uma reflexão potente sobre resiliência, pertencimento e herança feminina. Acompanhe em: @janesantacruz.br / @sinuosaciadeteatro / @espetaculo.golpesnoventre
  • ABAYOMI: a resposta está na ancestralidade (São Luís – Maranhão), de Rebeca Carneiro e Odu Companhia de Dança, une dança contemporânea e tradições do Bumba Meu Boi para exaltar a espiritualidade, a força das caboclas e a fusão de identidades negras e indígenas, promovendo um encontro entre ancestralidade e pertencimento. Acompanhe em:  @odudanca / @arebecacarneiro
  • Amarelo Ouro Mi Maió, da Cia da Mata, reverencia Oxum e traduz, em movimentos pulsantes e poéticos, a resistência e a complexidade de ser mulher negra. O espetáculo atravessa dores e delícias do existir feminino afro-brasileiro, reescrevendo histórias e reafirmando identidades. @ciadamata 
  • Eu, Atlântica, com Aline Oliveira, apresenta um monólogo poético inspirado em Beatriz Nascimento, situado numa ilha pós-vida. A personagem busca reconstruir sua identidade e memória, celebrando o legado da historiadora e convidando o público a refletir sobre pertencimento e ancestralidade. Acompanhe em: @alineodblack  / @ojuojucoletivo

Serviço:

ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras – 5ª edição

18 a 26 de julho

Espetáculos e Shows: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia) à venda no sympla

Atividades formativas e demais programações culturais: GRATUITO

Espaços: Teatro Gregório de Mattos, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Xisto Bahia, Café-Teatro Nilda Spencer e unidades escolares.

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Última atualização em: 23 de julho de 2025 às 9:23

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