Publicidade

MC Soffia resgata memória de Maria Lata D’Água em icônico Baile da Vogue: “Era história sendo escrita no asfalto”

Rapper homenageia ex-passista que inspirou marchinha imortal do carnaval e se tornou símbolo de resistência negra e feminina
MC Soffia resgata memória de Maria Lata D'Água em icônico Baile da Vogue: "Era história sendo escrita no asfalto"

Publicidade

Em uma das noites mais aguardadas do calendário fashion carioca, o Baile da Vogue, a rapper e ativista MC Soffia vestiu uma criação que fazia referência ao icônico símbolo carnavalesco Maria Lata D’Água, a ex-passista que ficou eternizada na marchinha de 1952 e que faleceu em fevereiro de 2024, aos 90 anos.

Maria Mercedes Chaves Roy, seu nome de batismo, era uma figura essencialmente popular. Antes de holofotes, títulos ou convites formais, ela já fazia do carnaval seu território de existência e resistência. Ficou famosa ao desfilar à frente da Portela equilibrando uma lata de água de 20 litros na cabeça com uma elegância e desenvoltura que desmentiam o peso do objeto. Essa imagem, ao mesmo tempo cotidiana e extraordinária, inspirou Lamartine Babo e Paulo Roberto na criação da marchinha “Lata D’Água na Cabeça”, um hino que atravessa gerações.

MC Soffia resgata memória de Maria Lata D'Água em icônico Baile da Vogue: "Era história sendo escrita no asfalto"
Foto: Juan Andrick

Para Soffia, celebrar Maria no Baile da Vogue, que este ano teve como tema “Carnavália”, foi um gesto necessário de resgate histórico. “Hoje eu piso no Baile da Vogue celebrando o tema Carnavália e homenageando Maria Lata D’Água”, declarou a artista. “Uma mulher negra que fez do Carnaval seu espaço antes mesmo de existirem convites, títulos ou holofotes e que marcou a história ao desfilar à frente da Portela, abrindo caminhos com o corpo, a presença e a força de quem representava o povo.”

“Maria transformou a lata d’água na cabeça em símbolo de resistência, beleza e identidade. Não era fantasia: era vivência, era história sendo escrita no asfalto”, afirmou a rapper.

A trajetória de Maria Lata D’Água é marcada por camadas de superação. Após o ápice de sua fama nos anos 50, sua vida tomou um rumo espiritual. Ela se tornou missionária da Comunidade Canção Nova, dedicando seus últimos anos à fé no interior de São Paulo, onde faleceu. Sua história, portanto, navega do corpo em movimento no samba à entrega da alma na religião, sempre guiada por uma força singular.

Ao levar essa memória para um dos eventos mais exclusivos da moda global, Soffia realiza um resgate da herança popular negra no centro do luxo, a resistência no coração da celebração, e lembra que a verdadeira elegância muitas vezes nasce da luta e da autenticidade.

Publicidade

Última atualização em: 9 de fevereiro de 2026 às 10:09

Siga-nos no

Google News

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp

Deixe um comentário

Área para Anúncios

Seus anúncios aqui (área 365 x 300)

Publicidade

Matérias Relacionadas

Se inscreva na nossa Newsletter 🔥

Receba semanalmente no seu e-mail as notícias e destaques que estão em alta no nosso portal

Categorias

Publicidade

Links Patrocinados