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Com harmonias de violino e referências de ópera, Ster lança o funk  “Muleke”, com participação de KING Saints 

Single antecipa segundo EP da artista, que será lançado em junho; faixa traz a perspectiva feminina em contraponto ao lado machista do funk
Com harmonias de violino e referências de ópera, Ster lança o funk  “Muleke”, com participação de KING Saints 

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Foi no encontro do funk com o violino que, durante a pandemia, Ster achou seu caminho na música. Carioca da Penha, começou a pavimentar a própria história artística quando viralizou com vídeos em que mistura arranjos autorais no instrumento que toca desde os 8 anos com hits do gênero que está enraizado no dia a dia do Rio de Janeiro. Cinco singles, um EP e mais de 11 milhões de views depois, dá agora, aos 25 anos, mais um passo na direção de uma carreira que, para além do funk erudito que criou, consolida seu talento como cantora e compositora. Ster lançou recentemente “Muleke”. O single, com participação de KING Saints, antecipa o EP “Prelúdio”, previsto para dia 25.

Com harmonias de violino, referências de ópera cantada e uma atmosfera que mistura o funk carioca com o paulista, Ster encontrou um funk melody “agressivo”, subvertente do gênero, para uma música que não queria que soasse óbvia, conta. “Eu queria criar uma faixa que tivesse uma vibe um pouco diferente dos funks que eu já tinha feito, mais profunda e ao mesmo tempo que desse vontade de dançar. Essa canção foi refeita muitas vezes para a gente chegar nesse resultado. Outra coisa que eu gosto muito são alguns ornamentos de violino, uma técnica chamada “sforzando”. E é a primeira vez que a gente vê isso num funk, são esses contrapontos que eu faço com com o meu instrumento.”

Ao lado de KING Saints, Ster conta a história de uma mulher empoderada, que não dá chance para um “Muleke”. “Comigo não se cria, se tu não vale nada, eu menos ainda, é mais um otário, que caiu na minha”, diz ela na letra. A inspiração para o tema da canção veio da vontade de trazer a perspectiva feminina para o funk. “É um contraponto ao lado machista do funk, uma resposta à ideia de que ser ‘moleque’ é interessante. Os homens querem ser moleques, mas nenhuma mulher de verdade quer ficar com um moleque. Os homens têm que aprender a ser melhores, a respeitar as mulheres para tê-las do seu lado”, reflete.

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Última atualização em: 22 de junho de 2026 às 17:23

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