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Moisés Navarro renova a memória de Noel Rosa no álbum tributo “Silêncio de um Minuto”

Álbum conta com participações especiais de Alaíde Costa, Claudette Soares, Maria Alcina, Maurício Tizumba e Rômulo Fróes
Moisés Navarro renova a memória de Noel Rosa no álbum tributo "Silêncio de um Minuto"

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O cantor mineiro Moisés Navarro convida o público a mergulhar num diálogo sensível e original com a obra de Noel Rosa no álbum Silêncio de um Minuto, lançado no dia 13 de junho, em todas as plataformas digitais e também em formato físico (CD), pela Companhia de Discos do Brasil. Com produção musical e arranjos de Ricardo Gomes, e participações especiais de Alaíde Costa, Claudette Soares, Maria Alcina, Maurício Tizumba e Rômulo Fróes que atravessam gerações, o disco reinventa, sem perder o respeito, a lírica irônica e melancólica do Poeta da Vila.

A jornada sonora se inicia com a faixa que dá título ao trabalho, Silêncio de um Minuto, parceria entre Moisés e Rômulo Fróes. Aqui, o silêncio não é ausência: é reverência criativa. A faixa apresenta um ambiente de suspensão e contemplação, abrindo espaço para um tributo que é também declaração de presença. Na sequência, Último Desejo surge como confissão delicada, interpretada com doçura dolorida, revelando a intimidade entre voz e palavra, entre saudade e esperança.

Fita Amarela, com participação de Maurício Tizumba, é o momento de leveza e subversão. A irreverência da letra ganha corpo nos tambores e nas palmas que celebram a morte como um ato teatral. Em Feitio de Oração, Claudette Soares conduz a canção como um rito, misturando o sagrado e o profano com a elegância de quem conhece os mistérios da canção como poucos. É oração e desabafo.

Moisés Navarro renova a memória de Noel Rosa no álbum tributo "Silêncio de um Minuto"
Divulgação

Com Maria Alcina, Com que Roupa? vira manifesto. Na nova versão, Navarro imprime sua assinatura artística, enquanto Maria Alcina adiciona sua irreverência característica, resultando em uma interpretação que respeita a essência da composição original, mas com uma abordagem moderna e ousada. A colaboração entre os dois artistas destaca-se pela fusão de estilos e pela capacidade de revitalizar um clássico da música brasileira para as novas gerações. Em Quando o Samba Acabou, o dueto com Alaíde Costa emociona profundamente: duas gerações se encontram num lamento quase litúrgico, onde o samba é saudade e resistência.

A densidade reaparece em Meu Barracão, onde Moisés canta o improviso da existência com uma entrega que toca fundo. Já em Três Apitos, o apito da fábrica se mistura à voz do trabalhador e do artista, numa leitura que valoriza o lirismo social do samba de Noel. A penúltima faixa, Palpite Infeliz, ganha força em seu dramatismo contido, explorando a crueza das palavras com um arranjo que destaca sua atualidade.

Encerrando o disco, Até Amanhã se despe com delicadeza. É despedida e promessa. Um sussurro que diz: a canção brasileira resiste. Noel ainda está aqui.

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Última atualização em: 20 de junho de 2025 às 14:54

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