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Camarões vive uma enorme crise de refugiados, mas é negligenciado pelo mundo

Camarões vive uma enorme crise de refugiados, mas é negligenciados pelo mundo

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Enquanto conflitos como os da Ucrânia e do Oriente Médio dominam a atenção global, Camarões enfrenta uma das piores – e mais negligenciadas – crises humanitárias da atualidade. De acordo com o Conselho Norueguês para Refugiados (NRC), oito dos conflitos mais subnoticiados do mundo ocorrem na África, com Camarões no topo da lista.

O país é seguido por Etiópia, Moçambique, Burquina Faso, Mali, Uganda, Irã (excluindo o recente conflito com Israel), República Democrática do Congo, Honduras e Somália. Laila Matar, porta-voz do NRC, destaca que Camarões é um “exemplo clássico de negligência global”, com crises subfinanciadas e pouco divulgadas pela mídia internacional.

Uma crise invisível

A situação não é nova: já em 2019, Camarões liderava o ranking de crises ignoradas. Atualmente, o país recebe zero de 30 pontos em “vontade política para resolver o conflito” e apenas 45% dos recursos humanitários necessários.

Os números são alarmantes:

  • 1,1 milhão de camaroneses estão deslocados dentro do próprio país.
  • 480 mil refugiados de outras nações, principalmente da República Centro-Africana, buscam abrigo em Camarões.

Dois conflitos, um país em colapso

Camarões enfrenta duas guerras distintas:

  1. Crise anglófona (Oeste):
    • Herança colonial: após a Primeira Guerra Mundial, a ex-colônia alemã foi dividida entre França e Reino Unido.
    • Desde 2017, regiões anglófonas (North West e South West) lutam por independência, declarando a “República da Ambazônia”.
    • O governo responde com repressão militar, acusada de atrocidades por organizações de direitos humanos.
    • Milhares morreram, e vilarejos inteiros foram destruídos.
  2. Terrorismo no extremo norte (Lago Chade):
    • A insurgência do Boko Haram continua aterrorizando civis, com ataques frequentes.
    • A instabilidade se espalha pela região fronteiriça.

Apelo por ajuda internacional

Organizações pedem mediação e maior cobertura midiática. “Sem pressão global, as partes não terão incentivo para negociar”, alerta Ilaria Allegrozzi, da Anistia Internacional.

Refugiados como Arlette Abang, que fugiu após seu vilarejo ser incendiado, resumem o drama: “Vivemos como fantasmas. O mundo precisa saber que existimos.”

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Última atualização em: 21 de junho de 2025 às 9:57

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