A “terra da liberdade” segue agindo. A cineasta brasileira Barbara Marques, reconhecida por curtas como “Dia de Cosme e Damião” (2016), foi detida pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) em Los Angeles, enquanto finalizava seu processo de obtenção do Green Card (residência permanente).
De acordo com o relato detalhado de seu marido, o cidadão americano May, a prisão ocorreu há cerca de uma semana e meia, ao término de uma audiência migratória. May afirma que um oficial usou a desculpa de uma “copiadora quebrada” para afastar Barbara de seu advogado e detê-la em seguida.
O motivo alegado para a detenção foi o não comparecimento a uma audiência judicial em 2019, sobre a qual Barbara, segundo o marido, nunca foi notificada.
Após a prisão, Barbara foi transferida inicialmente para um centro de detenção em Adelanto, na Califórnia, e depois para a Louisiana – a milhares de quilômetros de sua residência e representação legal.
May relatou que a cineasta passou por “quase três dias de viagem algemada, com períodos de mais de 12 horas sem comida ou água”. Ele também mencionou que ela estaria sendo forçada a dormir no chão e teria tido tratamento médico negado para um problema nas costas.
A comunidade artística internacional tem manifestado preocupação com o caso, questionando o devido processo legal, a transferência de local e a alegada obstrução à comunicação entre a cineasta e seu defensor. Não há, até o momento, informações sobre data de liberação ou nova audiência.
