O Instagram, rede social pertencente ao grupo Meta, desativou permanentemente a conta principal do educador e ativista Thiago Torres, conhecido como “Chavoso da USP“. O perfil, que acumulava mais de 1 milhão de seguidores, era dedicado à produção de conteúdo educativo sobre antirracismo e para jovens de periferias, a partir de uma perspectiva crítica ao capitalismo.
A remoção ocorreu sem aviso prévio ou explicação detalhada pela plataforma. Em suas diretrizes comunitárias, o Instagram se reserva o direito de remover contas que violem seus termos de uso, que incluem políticas sobre discurso de ódio, assédio e desinformação, embora a notificação específica para Torres não tenha sido divulgada.
Em uma conta alternativa, o educador protestou contra a decisão: “Anos de trabalho pra chegar a um milhão de seguidores, pra tudo ser descartado assim por essa rede”. O caso mostra como a moderação de conteúdo e o poder das grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, sobre a esfera pública digital, tendem a abraçar discursos da extrema-direita e boicotar o campo progressista.
As políticas de moderação são aplicadas de forma inconsistente e podem silenciar vozes dissidentes. A Meta, empresa controladora do Instagram, nega que suas decisões sejam politicamente motivadas e afirma que são baseadas em termos de uso aplicados globalmente.
Thiago Torres se notabilizou por abordar temas como desigualdade social, racismo estrutural e educação popular. Seu trabalho, que ganhou notoriedade na internet, parte de uma análise crítica de modelos econômicos e políticos hegemônicos.
