A Justiça ordenou o afastamento cautelar por 90 dias do policial militar assassino Robson Santos Barreto, integrante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), que participou da operação que resultou na morte do policial civil Rafael Moura, de 38 anos. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (17), atende a um pedido do 37º DP (Campo Limpo).
O PM Marcus Augusto Costa Mendes, que efetuou os disparos que atingiram Rafael, já havia sido afastado das funções operacionais um dia antes pela Polícia Militar. A Secretaria de Segurança Pública informou, em nota, que ele estava “afastado das atividades operacionais para acompanhamento psicológico, conforme protocolos da corporação”.
Com a nova decisão judicial, ambos os policiais estão agora afastados de todas as atividades, incluindo as administrativas, até a conclusão do inquérito que apura o caso.
O incidente ocorreu na última sexta-feira (11), quando uma equipe do Cerco (Corpo de Repressão Especial ao Crime Organizado) realizava uma operação contra o tráfico de drogas no Capão Redondo e se cruzou com agentes da Rota que vinham no sentido contrário. Os policiais civis sinalizaram para os PMs, mas foram surpreendidos por disparos.
Rafael Moura da Silva foi atingido por três tiros, com um dos projéteis alojado no abdômen. Com 11 anos de carreira no Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), ele estava em serviço com colegas na Favela do Fogaréu.
Após cinco dias internado em estado grave no Hospital das Clínicas, o policial não resistiu aos ferimentos e morreu.
O velório de Rafael Moura ocorreu nesta quinta-feira (17), a partir das 8h, na Acadepol (Academia de Polícia de São Paulo). O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra (Grande SP).
