O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) anuncia a lista de artistas do 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito, projeto bienal emblemático na história do museu e um marco na história da arte brasileira, que nesta edição traz Diane Lima à frente da curadoria. Com realização entre 12 de setembro de 2026 e 24 de janeiro de 2027, a nova edição da mostra assinala a volta do MAM à sua sede no Parque Ibirapuera, após o período em que esteve fechado devido à reforma da Marquise. A lista apresenta 33 artistas, de 13 estados brasileiros de todas as regiões do país, e conta com os paulistas Caroline Ricca Lee, Emer Freire, Fykyá Pankararu, Lia D Castro e Rodrigo Cass entre os selecionados.
Caroline Ricca Lee nasceu em São Paulo, SP, Brasil (1990). Sua obra se dedica ao arquivamento, à memória e à ficção das narrativas ancestrais das diásporas asiáticas no Brasil. Por meio da escultura, instalação, texto, performance e vídeo, trabalha com uma memória não oficial preservada em arquivos pessoais, memorabília ancestrais, fotografias de família e cartografias corpóreas. Foi artista residente na Pivô Pesquisa, Brasil (2024), IASPIS, Suécia (2025), La Becque, Suíça (2025), e Jan van Eyck Academie, Holanda (2026). Em 2024, participou das exposições Recollection of Dreams, no Tube Cultural Hall, Milão, Itália, e MOTHER/Land, no CCSP – Centro Cultural São Paulo. Sua obra integra coleções internacionais como Coleção Fondazione Oelle, Sicília, Itália, e Coleção Renato Alpegiani, Turim, Itália.

Emer Freire nasceu em São Paulo, SP, Brasil (1995). Graduado em Artes Visuais (2021) e mestrando em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo. Investiga a materialidade por meio de processos experimentais, articulando materiais industriais e orgânicos em esculturas, pinturas e instalações híbridas que tensionam as fronteiras entre os campos da arte. Sua prática atravessa ideias de transformação, contaminação e mutualismo, dando origem a formas ambíguas que deixam vestígios de dúvida quanto à sua natureza. Por meio de um processo alquímico constrói territórios poéticos nos quais tempos, matérias e ruínas se entrelaçam em estados contínuos de metamorfose. Dentre suas exposições individuais recentes, destaca-se We Flee Toward the Thing We Try to Escape (2024), no Fabrica Research Center, Itália, resultado de uma residência realizada no espaço.
Fykyá Pankararu nasceu em São Paulo, SP, Brasil (1999). Desde 2003, reside no território indígena Pankararu no município de Tacaratu, no sertão de Pernambuco. Seu nome, “Fikyá”, é uma palavra de origem ancestral da antiga língua materna de seu povo que significa “camaleão”. Em sua trajetória e produção, considera-se um artista multifacetado, atuando como arte-educadora, cantador, compositor, performer, roteirista, produtor cultural, ativista, ceramista e diretor do grupo de teatro musical “Coco das Antigas”. Participou da exposição coletiva Invenção dos Reinos, na Oficina Francisco Brennand, Recife (2024), com trabalhos em cerâmica, alguns com pintura em barro branco, usado, particularmente, pelo povo Pankararu em suas formas de grafismo.
Lia D Castro nasceu em Martinópolis, SP, Brasil (1978). Atua de maneira transversal no terreno das artes visuais, atuando como artista, mediadora em espaços expositivos, pesquisadora e palestrante, tendo realizado palestras nas cidades de Vevey e Lausane, na Suíça. Dedica-se, dentre outros, ao projeto Seus filhos também praticam, no qual utiliza a prostituição como ferramenta de trabalho e investigação, aproximando-se de garotos entre 18 e 25 anos, brancos, ricos e autodeclarados héterosexuais, pesquisa na qual, busca cultivar o diálogo e a escuta no domínio da raça, classe, gênero e sexualidade, temas centrais em sua prática artística. Dentre suas exposições individuais recentes, destacam-se Lia D Castro: em todo e nenhum lugar, MASP (2024).
Rodrigo Cass nasceu em São Paulo, SP, Brasil (1983). Sua obra dialoga com a tradição construtiva brasileira por meio de um vocabulário formal que alude às experimentações artísticas das décadas de 1960 e 1970. Interessa-se pelas intersecções e fraturas do plano pictórico, fazendo com que a superfície adquira volume em telas, relevos e vídeos. Concreto, fibra de vidro e linho, coloridos com têmpera, são alguns de seus materiais mais utilizados, e suas obras em vídeos, projetadas sobre objetos esculturais, fundem a fisicalidade da performance com a lógica pictórica, em que cor e textura também aparecem como elementos construtores do espaço. Entre suas exposições recentes, destacam-se Rodrigo Cass: A Joyner/Giuffrida Visiting Artist Program, no Nevada Museum of Art, EUA (2025), e a participação na 13° Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2025). Sua obra integra coleções institucionais como Centre Georges Pompidou, Paris, França; Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Viena, Áustria; Museu de Arte Moderna de São Paulo, e Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte.
A lista completa é composta por Allan Weber, Amorí, Ana Claudia Almeida, André Felipe Cardoso, Anti Ribeiro, Arorá, Bárbara Banida, biarritzzz, Carolina Cordeiro, Caroline Ricca Lee, Chacha Barja, Darks Miranda, Emer Freire, Fykyá Pankararu, Gilson Plano, Helô Sanvoy, Iagor Peres, Josi, Jota Mombaça, Kuenan Mayu, Lia D Castro, Lita Cerqueira, Marcelo Conceição, Moacir Soares de Faria, Nazas, Osvaldo Gaia, Oto Ferreira, Rafael Chavez, Rayana Rayo, Rodrigo Cass, Rose Afefé, Thaís Muniz e Ygor Landarin.
Serviço:
39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito
Curadoria: Diane Lima
Gerente de projetos da curadoria: Giovanna Querido
Período expositivo: 12 de setembro de 2026 a 24 de janeiro de 2027
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – acesso pelos portões 1 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)
