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Artista mineiro João Jardel apresenta seu primeiro álbum cheio, “ANTI-POP”

Artista mineiro João Jardel apresenta seu primeiro álbum cheio, "ANTI-POP"

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João Jardel é um produtor, experimentador, cantor e compositor de Itabira, interior de Minas Gerais. Filho e neto de Joãos, ele vem explorando suas fronteiras musicais e lançando sons solos desde 2020. Depois de alguns singles, registros ao vivos e bons EPs explorando sonoridades ligadas à diáspora sonora brasileira, mundial e regional, mas sempre misturando elementos sonoros mais pesados, ele finalmente apresenta seu primeiro álbum cheio.

ANTI-POP  é um trabalho com 12 faixas construídas em parceria com R.Honório, entre 2021 e 2024. Um trabalho concebido na procura por uma sonoridade que mesclasse elementos afro diaspóricos ao pós-punk, à música industrial e ao spoken word, numa tentativa de causar um desconforto aos nossos ouvidos acostumados com a música pop tão massificada. “Eu quis transformar em sonoridade as dificuldades pós-pandêmicas que sentia, relativas a socialização, grana e autoaceitação”, comenta João.

O trabalho abre com “O Pretocore”, no qual já entendemos um pouco da mistura da música pop brasileira com experimentação proposta de antagonismo do álbum e de seu nome. Em “O Cínico” temos uma música de video game, que fala sobre o discurso presente na classe artística brasileira. “Fala principalmente da minha relação contraditória com a tecnologia”, complementa o artista. Em “O Excesso” temos uma autocrítica terapêutica na letra e o instrumental mais industrial do álbum, quase inocente, mas nem tanto. “O Cronista” mantém a inocência, mas agora ao tratar com política de forma direta na letra, abraçando referências bem brasileiras no instrumental. Em “O Corpo”, o artista lida com o processo de aceitação de nós mesmos e do uso de medicamentos que nos limitam e são cada vez mais comuns na sociedade. “O Antipop”, faixa que dá nome ao trabalho, vem no meio dele por ser uma mescla de todas as faixas, seja nos temas da letras ou no instrumental.


ANTI-POP é um disco sobre lidar com depressão, medicação, excessos e como isso afetou a escrita do álbum como um todo”, comenta João Jardel. “Eu brinco que a realidade me assusta mais do que qualquer filme de terror”, complementa. O trabalho lançado pelo selo Diáspora é para ouvidos atentos, mas também serve como contraponto à estrutura pop que rodeia a música brasileira e mundial na atualidade. Um grito necessário, com o qual o artista espera acordar outras cabeças.

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Última atualização em: 25 de junho de 2025 às 10:59

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