Após dez trabalhos autorais, “FOFO” é o primeiro álbum em que Chico César volta ao tempo de sua juventude, dando voz a composições ainda da adolescência na Paraíba e outras mais recentes, feitas da pandemia pra cá.
Com seu décimo primeiro álbum, o artista celebra um marco pessoal e artístico que sintetiza vivências, conquistas e redescobertas. Todas as 16 faixas do disco, letra e música, são assinadas pelo músico. Exceto três: uma parceria com Pedro Osmar, outra com Paulo Ró (integrantes do Jaguaribe Carne). A terceira é em parceria com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Do livro dela Americanah, Chico tirou o mote da canção que dá título a seu disco: “Eu não quero ser fofo, eu quero ser a porra do amor de sua vida”.

“FOFO” chega em formato voz e violão, o mesmo de “Aos Vivos” (1995), só que gravado ao vivo no estúdio, sem coberturas. A vontade de gravar um disco assim veio justamente pelo fato de Chico estar na estrada com o show de seu primeiro álbum, que terminou por deixar de fora as canções dessa fase paraibana e marcou sua estreia na música brasileira, consolidando o artista no cenário nacional e internacional, levando sua música para palcos de diferentes partes do mundo.
A sonoridade do álbum é marcada por uma certa angústia típica da juventude em meio ao ambiente político e existencial da época. “FOFO” termina por ser uma reverência do artista, agora em sua maturidade, ao jovem e inquieto Chico César. É um convite para seu público conhecer suas origens nessa viagem musical com ele.
