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 Pedro Iaco aborda temas como vida, morte e renascimento em novo disco ‘Sangria’

Artista paulistano, que já trabalhou com os lendários Guinga, Bobby McFerrin e Yamandu Costa, mergulha em um oceano no seu novo disco
Nascido em São Paulo, na experiência do concreto urbano, mas de alma que aponta para o mar, por ter passado grande parte da vida no litoral

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Nascido em São Paulo, na experiência do concreto urbano, mas de alma que aponta para o mar, por ter passado grande parte da vida no litoral — é como o paulistano Pedro Iaco define as duas faces do fio condutor criativo de sua vida. E nesta dualidade sugestiva encontramos os caminhos de ‘Sangria’, novo disco do cantor e compositor, que chegou em todas as plataformas digitais dia 25 de junho.


O disco traz participações especiais de Hansi Kürsch e Marcus Siepen, vocalista e guitarrista do Blind Guardian, do Ensemble SP, do pianista André Mehmari e da violonista e compositora Elodie Bouny, que também arranja e produz o disco.


A fúria urbana traduzida em catarse se mistura à calmaria das ondas do mar em linhas que vão da música erudita, passam pelo violão popular, transitam pelo choro e desembocam na música flamenca e cigana com DNA ibérico, características fundamentais da música de Pedro Iaco, cujo nome artístico foi escolhido por Guinga e era um dos nomes de Dionísio na Grécia antiga.

Nascido em São Paulo, na experiência do concreto urbano, mas de alma que aponta para o mar, por ter passado grande parte da vida no litoral
Crédito: Caio da Rocha.


A canção “Sangria”, homônima ao disco, é a escolhida para abrir o trabalho. Como um jorro de sangue que tinge os ouvidos, a música nos convida a uma inflexão sobre a celebração do existir, bem como a espiritualidade que se entrelaça também nos caminhos da morte.


O clamor pela batalha, pelo passo adiante, são trazidos aos ouvidos pelos versos “ a cada um de nós que tomba, dez milhões virão”, que vestem a canção do espírito guerreiro que carrega o artista, nos preparando para o restante da obra.


“Vênus”, canção seguinte, nos imerge na própria natureza afetiva do planeta para a mitologia, que é retratada por uma harpa com a voz doce de Luísa Lacerda, em dueto com Pedro Iaco.

A valsa “Deus Sol” também é parte das águas do mar que inundam o compositor. Com uma mensagem de esperança, a ode ao astro-rei é feita de versos que clamam ao Sol que volte a iluminar seus filhos que tanto precisam de luz.

Única faixa em inglês, “Moonvow (The Wind Blows)” tem participação especial dos lendários Hansi Kürsch e Marcus Siepen — vocalista e guitarrista da banda alemã de metal Blind Guardian. A canção narra a história de uma pessoa que, ao cair do luar, se transforma em lobo. Os arranjos foram feitos em contrastes com uivos e trazem Pedro dividindo os vocais com Hansi.

“Enquanto eu canto e toco, muitas vezes sinto e percebo cores dentro de mim. E essa aquarela sensorial acaba sendo uma guia, que me ajuda a entender por onde ir: onde clarear, onde escurecer, mais ou menos vermelho, azul ou amarelo. É como se pra mim a voz fosse um pincel e a música uma verdadeira pintura”, diz o compositor paulistano.

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Última atualização em: 26 de junho de 2025 às 8:37

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