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“Se eu pudesse, não deixava existir nenhum tipo de gente dessa cor”: racista se sente à vontade em rodeio no interior de SP

“Se eu pudesse, não deixava existir nenhum tipo de gente dessa cor”: racista se sente à vontade em rodeio no interior de SP

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A racista convicta Thaile Rodrigues Pereira Fortunato, de 24 anos passou a ser investigada pela Polícia Civil após publicar vídeos com falas racistas contra uma segurança negra durante a Festa do Peão de Guaíra, cidade do interior paulista. O caso ocorreu na madrugada de sexta-feira (15) e ganhou grande repercussão nas redes sociais .

A investigada, Thaile Rodrigues Pereira Fortunato, publicou o conteúdo inicialmente no recurso “melhores amigos” do Instagram. No vídeo, ela relata um desentendimento com uma profissional da segurança do evento e profere declarações discriminatórias .

“Estou pensando aqui, tem uns pretos que têm autoestima de branco, não tem base. (…) Se eu pudesse, não deixava existir nenhum tipo de gente dessa cor. Deus me livre”, disse a jovem nas imagens .

De acordo com a vítima, identificada como Márcia Cristina, de 35 anos, o conflito teve início quando Thaile tentou passar por uma área interditada do rodeio para acessar o estacionamento onde estava seu carro. Como profissional de segurança, Márcia seguiu a orientação de seus superiores e não permitiu a passagem .

A vítima em entrevista a EPTV

“Me deram uma ordem para não deixar passar ninguém, não descer e nem subir. Ela veio ‘moça, eu posso descer pra pegar meu carro?’ Falei ‘não pode’. Aí ela falou ‘meu carro está aqui perto’, eu falei ‘moça, eu tenho ordem do meu superior que não é para descer ninguém aqui, não pode passar’. Aí ela virou as costas e saiu”, relatou Márcia em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo .

No dia seguinte, ao tomar conhecimento do vídeo publicado por Thaile, a segurança registrou boletim de ocorrência . “Eu sou preta, mas preto e branco, a gente vai para o mesmo lugar. Não é porque eu tenho um pouquinho de dinheiro a mais que eu vou discriminar outra pessoa, nós não devemos fazer isso, temos que ter respeito. No meu serviço, eu trabalho com muito respeito. Não estou ali brincando”, desabafou Márcia .

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes de racismo e injúria racial. Segundo o delegado Rafael Domingos, responsável pelo caso, a jovem ofendeu não apenas a trabalhadora, mas toda a população negra, o que configura o crime de racismo previsto na Lei nº 7.716/1989 .

O artigo 20 da lei tipifica a prática, indução ou incitação à discriminação racial. Como o conteúdo foi divulgado por meio da internet, a pena prevista pode variar de 2 a 5 anos de reclusão .

Pedido de desculpas e desativação de perfis

Após a forte repercussão negativa e a onda de indignação nas redes sociais, Thaile desativou seu perfil no Instagram e publicou um novo vídeo pedindo desculpas pelas declarações .

“Pedir desculpa pelas palavras que eu falei, eu não queria ter falado aquilo, foi na hora da raiva. (…) Quem me conhece sabe que eu não tenho intenção sobre cor de pele, nada disso”, afirmou a jovem .

Em sua defesa, ela ainda alegou que a segurança a impediu de acessar o carro que estava a cerca de dez metros do local onde ela se encontrava, o que a obrigaria a dar uma longa volta para chegar ao veículo. Thaile também afirmou que há câmeras de segurança no evento que poderiam ajudar a esclarecer o ocorrido .

A defesa da investigada não foi localizada para comentar o caso .

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Última atualização em: 18 de maio de 2026 às 14:14

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