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“Surto psicótico”: Racista Carolina Sthela se justifica da forma mais previsível possível

Empresária presa por torturar doméstica grávida tem histórico de condenações e mais de dez processos; defesa alega transtorno mental
"Surto psicótico": Racista Carolina Sthela se justifica da forma mais previsível possível

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A defesa de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, empresária de 36 anos presa sob acusação de torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos, apresentou uma nova linha de argumentação para tentar explicar as agressões. Segundo o advogado Otoniel Bisneto, que assumiu o caso recentemente, a empresária pode sofrer de algum transtorno mental .

“Nada impede que ela tenha tido um surto psicótico”, declarou o defensor em suas redes sociais na segunda-feira (11/5). De acordo com Bisneto, um laudo emocional da empresária já foi apresentado à Justiça. A defesa sustenta ainda que Carolina enfrenta instabilidade emocional e que a exposição pública no momento da prisão pode ter agravado seu quadro psicológico .

O advogado também mencionou que a empresária está grávida, em uma gestação considerada de risco, e que a repercussão do caso teria causado “consequências emocionais que não são brincadeira” . No entanto, o próprio defensor admitiu que, neste momento, não há documentos oficiais que comprovem definitivamente o transtorno mental alegado, preferindo manter silêncio sobre detalhes específicos .

Histórico de violência e antecedentes criminais

A alegação de surto psicótico contrasta com o histórico da empresária, que já responde a mais de dez processos na Justiça . Entre os antecedentes, destaca-se uma condenação em 2023 por furto qualificado mediante fraude, ao lado do marido Yuri Silva do Nascimento. O casal desviou mais de R$ 20 mil da empresa da própria irmã de Carolina, uma escola de natação em São Luís, entre dezembro de 2020 e março de 2021 .

Na ocasião, Carolina trabalhava como assistente de recursos humanos e secretária do estabelecimento. O esquema funcionava com o envio de links de pagamento para contas pessoais e o uso de maquininhas de cartão pertencentes ao marido, em vez das máquinas da empresa. O casal foi condenado a 2 anos e 8 meses de reclusão em regime aberto, pena substituída por prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana .

Em 2024, Carolina foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá de roubar uma pulseira de ouro. A pena de seis meses em regime aberto foi convertida em serviços comunitários, além do pagamento de R$ 4 mil por danos morais — indenização que, segundo a vítima, ainda não foi quitada .

As agressões e a fuga

O crime que levou à prisão de Carolina ocorreu em 17 de abril, em sua residência no bairro Miritiua, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís . A vítima, uma jovem de 19 anos grávida de cinco meses, trabalhava havia apenas 15 dias na casa da empresária, recebendo R$ 750 por uma jornada de quase 10 horas diárias, de segunda a sábado, com apenas 30 minutos de intervalo .

A violência teria começado após Carolina acusar a empregada de furtar um anel. Segundo relato da vítima à polícia, ela levou puxões de cabelo, tapas, socos, foi derrubada no chão e, mesmo após a joia ser encontrada dentro de um cesto de roupas sujas, as agressões continuaram . A jovem ainda foi ameaçada de morte caso denunciasse o caso .

Áudios enviados pela própria empresária a grupos de mensagens, obtidos pela TV Mirante e anexados ao inquérito, detalham a crueldade das agressões. “Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, afirmou Carolina em uma das mensagens .

Nas gravações, a empresária também revelou ter contado com a ajuda de um homem armado, identificado como o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, que também foi preso . “Ele já veio com uma jumenta de uma arma, chega brilhava”, relatou Carolina nos áudios, descrevendo que o PM colocou a arma na cabeça e na boca da vítima .

A prisão preventiva de Carolina foi decretada pela Justiça do Maranhão na noite de quarta-feira (6/5), após pedido da Polícia Civil. Na ocasião, agentes foram à sua casa para intimá-la a depor, mas ela não foi encontrada — havia apenas uma funcionária chamada às pressas para assumir os serviços domésticos .

Na manhã de quinta-feira (7/5), a empresária foi presa em um posto de gasolina no bairro São Cristóvão, em Teresina (PI), ao lado da Secretaria de Segurança Pública do Piauí . Ela estava com o marido e o filho de seis anos no veículo. As polícias civis do Maranhão e do Piauí atuaram em conjunto na captura .

A versão oficial da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão é de que Carolina tentava fugir, com planos possivelmente de seguir para o litoral do Piauí ou pegar um avião não comercial com destino a Manaus . A defesa, no entanto, nega a tentativa de fuga. A advogada Nathaly Moraes afirmou que Carolina estava no Piauí para deixar o filho sob os cuidados de familiares, já que não possui rede de apoio no Maranhão .

Situação atual

A Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva de Carolina, que foi transferida de helicóptero para São Luís e encontra-se em um presídio na capital . O caso está sendo tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto .

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, acusado de participar das agressões, também segue preso . Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência inicial foram afastados de suas funções após a divulgação dos áudios em que Carolina afirma que não foi levada à delegacia porque um dos agentes a conhecia .

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Última atualização em: 18 de maio de 2026 às 13:33

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