A praça Rosária Trotta, em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi palco mais uma vez da violência desmedida que caracteriza a atuação de setores da Polícia Militar fluminense. O sargento Wellington Sacramento dos Santos, um assassino de farda, executou a tiros Fábio Ferreira da Silva, um homem que apenas tentava apartar uma confusão entre crianças.
De acordo com testemunhas, o carniceiro uniformizado não hesitou: agrediu um adolescente, desferiu uma coronhada no pai do jovem e, em seguida, atirou contra Fábio, atingindo-o no rosto e nas costas. A cena, brutal e covarde, expõe mais uma vez a natureza predatória de uma corporação que trata a vida da população periférica como descartável.
Mesmo diante das evidências e dos relatos de testemunhas, o assassino apresentou-se à delegacia e foi libertado. A Polícia Civil, conivente com a barbárie, alegou ausência de requisitos legais para a prisão em flagrante, deixando que mais um pistoleiro do Estado continue nas ruas, pronto para matar novamente. O caso, agora, tramita na Delegacia de Homicídios e na Corregedoria da PM — órgãos que historicamente servem para acobertar, e não para punir, os crimes cometidos por seus agentes.

Quem é o assassino
Wellington Sacramento dos Santos, 44 anos, natural de Salvador (BA), é o nome do policial que, com a farda e a autoridade do Estado, transformou uma briga de crianças em mais um homicídio cometido pela PM. Nas eleições de 2024, o sargento candidatou-se a vereador do Rio de Janeiro pelo Republicanos, com o número de urna 10911. Para isso, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral possuir patrimônio de R$ 120 mil e ensino médio completo — credenciais que, para a corporação, bastam para empunhar uma arma e decidir quem vive e quem morre.
Enquanto a corporação segue acumulando cadáveres, a sociedade fluminense assiste, incrédula e refém, à certeza de que, para esses agentes do terror, matar não é exceção, mas regra.
