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Projeto liderado por mulheres negras promove ação de prevenção ao abuso infantil em São Luís (MA)

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A Mempodera, instituição que atua integrando esporte e educação para promover a igualdade de gênero, realizou no último mês, a “Atividade do Semáforo”, iniciativa educativa voltada à conscientização, proteção e prevenção da violência infantil. A ação aconteceu na Escola Municipal de Tempo Integral Negro Cosme, em São Luís (MA), reunindo estudantes em uma dinâmica lúdica sobre autonomia corporal, consentimento e identificação de risco.

Liderado por mulheres negras, a Mempodera atua nos estados do Maranhão e de São Paulo com ações voltadas ao fortalecimento de meninas e mulheres por meio do esporte, educação e da formação cidadã. Dentro da campanha Maio Laranja, a proposta do projeto é ampliar o debate sobre a importância da informação e da criação de redes de cuidado para crianças e adolescentes.

Projeto liderado por mulheres negras promove ação de prevenção ao abuso infantil em São Luís (MA)

A conversa foi conduzida por Mayara Amália Graciano, co-fundadora e coordenadora pedagógica da Mempodera, ao lado da assistente social Eliana Barros. A oficina utilizou dinâmicas pedagógicas e bonecos didáticos para trabalhar, de forma acessível, temas relacionados aos limites do corpo, ao respeito e à prevenção de contextos abusivos.

A proposta associou as cores do semáforo a diferentes realidades do cotidiano, permitindo que as participantes identificassem, de forma prática, limites relacionados ao próprio corpo e comportamentos de risco. A cor verde representava segurança e demonstrações saudáveis de afeto e cuidado; a amarela indicava contextos que exigem atenção e cautela; e a vermelha foi utilizada para abordar contatos inadequados, invasivos ou abusivos, incluindo pedidos de segredo, intimidação e toques não permitidos.

Durante a oficina, também foram debatidos os chamados “segredos ruins”, frequentemente utilizados como mecanismo de silenciamento em casos de violência, reforçando que pedidos de segredo relacionados ao corpo, ao medo ou ao desconforto devem ser comunicados imediatamente a adultos de confiança.

Segundo Mayara Amália Graciano, ações como essa são fundamentais para fortalecer processos de prevenção desde a infância. “Proteger a infância é criar espaços seguros de escuta e aprendizado. Quando crianças entendem seus direitos e reconhecem sinais de perigo, elas conseguem identificar situações inadequadas e buscar ajuda”, afirma.

O encontro contou com ampla participação das estudantes, que interagiram ativamente durante as dinâmicas propostas. De acordo com a equipe pedagógica, as participantes demonstraram compreensão sobre os conteúdos apresentados, além de senso crítico e assertividade nas respostas relacionadas à autoproteção e ao cuidado coletivo.

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Última atualização em: 27 de junho de 2026 às 13:05

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