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Viciado em racismo, Carrefour é palco de nova denúncia de agressão contra um jovem negro e sua mãe em Porto Alegre

Viciados em racismo, Carrefour é palco de nova denúncia de agressão contra um jovem negro e sua mãe em Porto Alegre

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No dia 8 de junho de 2024, policiais da Brigada Militar do Rio Grande do Sul espancaram o adolescente Jonas de Lima, então com 17 anos, e sua mãe, a dona de casa Juliana Campos, de 39 anos, dentro de uma unidade do Carrefour no bairro do Partenon, em Porto Alegre. Funcionários da rede de supermercados também proferiram ofensas racistas contra a família durante o ocorrido.

“Pra mim foi chocante. Comprova que no Carrefour tem racismo”, afirmou Jonas, hoje com 19 anos e trabalhando como porteiro.

As imagens das agressões mostram um dos policiais imobilizando Jonas no chão com um golpe que lembra o mata-leão aplicado em João Alberto Freitas, morto em 19 de novembro de 2020, dentro de outra unidade do Carrefour, também em Porto Alegre. Naquele episódio, um segurança privado do supermercado espancou e sufocou Beto Freitas na véspera do Dia da Consciência Negra — crime que gerou protestos em todo o país e expôs o histórico de racismo da rede.

“Eu levei o mesmo golpe que ele levou, um mata-leão pelas costas [dos policiais]. Me jogaram no chão, arrastaram a minha cara no chão, foi um pânico pra mim. [O que aconteceu com o Beto] poderia ter acontecido comigo”, afirmou o jovem.

Os policiais acusados das agressões são os soldados Alexandre da Silva Pinto e André Anderson Fontoura.

A reincidência do Carrefour em casos de violência racista — agora com envolvimento direto de funcionários e da Brigada Militar dentro da loja — escancara que, quatro anos após a morte de Beto Freitas, a rede segue como palco de agressões contra a população negra em Porto Alegre. Até o fechamento desta reportagem, o Carrefour e a Brigada Militar não se manifestaram oficialmente sobre o caso.

O deputado estadual Matheus Gomes (PSOL-RS) e a ex-deputada federal Manuela d’Ávila cobraram a apuração do caso, defenderam a responsabilização dos envolvidos e citaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela rede de supermercados após o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, conhecido como Beto Freitas, em 2020.

As informações são do Alma Preta

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Última atualização em: 2 de julho de 2026 às 17:18

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